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Política/Líbia

Líbia: partes em conflito aceitam cessar-fogo

Fayez al-Sarraj, chefe do Governo do Consenso Nacional(GNA) líbio
Fayez al-Sarraj, chefe do Governo do Consenso Nacional(GNA) líbio Filippo MONTEFORTE / AFP

As duas partes em conflito na Líbia aceitaram um cessar-fogo,após nove meses de combates entre as forças do Governo do Consenso Nacional (GNA), lidera do Fayze al-Sarraj e as de Khalifa Haftar. A trégua é o resultado esforços diplomátcios por parte da Russia e da Turquia. O cessar-fogo entrou em vigor a partir da meia-noite, mas o governo de Fayez al-Sarraj sublinhou que as suas forças têm legitimidade para reagir ,no caso de qualquer ataque.

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O líder do Governo do Consenso Nacional, Fayez al-Sarraj, realçou que o cessar-fogo foi aceite, em resposta à um apelo dos Presidentes Recep Tayyip Erdogan da Turquia e Vladimir Putin da Rússia, que emergiram como actores-chaves na procura de uma solução política para o conflito, que assola o país norte-africano.

Khalida Haftar, que controla regiões do leste da Líbia e tem como objectivo derrubar o Governo do Consenso Nacional, reconhecido pela ONU, anunciou na noite de sábado o cessar-fogo, na sua ofensiva visando tomar o poder em Tripoli. No entanto Haftar afirmou que, as suas forças reagirão a qualquer violação da trégua, em vigor desde a meia-noite.

Por intermédio de um comunicado, o GNA (Governo do Consenso Nacional) de Fayez al-Sarraj informou que, as suas forças reservam-se o direito de responder a qualquer ataque ou agressão.

A missão das Nações Unidas na Líbia congratulou-se pelo anúncio da trégua e exortou ambas as partes a respeitar o cessar-fogo, bem como a apoiar as iniciativas destinadas à criar as condições para um diálogo inter-líbio.

Desde que as forças de Khalifa Haftar, ex-militar do Exército Líbio no tempo de Muhammar Kadafi que em seguida se refugiara nos Estados Unidos, encetaram a sua ofensiva contra Tripoli, em Abril de 2019, mais de 280 civis morreram, 2000 combatentes perderam a vida, e 146.000 líbios foram deslocados.
Estes números foram comunicados pela ONU.

A Turquia à pedido do GNA enviou militares para Tripoli, no início do corrente mês de Janeiro.

Na passada quarta-feira em Istanbul, Recep Tayyip Erdogan e Vladimir Putin tinham lançado um apelo ao cessar-fogo e no sábado, a Turquia pediu à Rússia para convencer Khalifa Haftar a respeitar a trégua.

As autoridades russas têm sido acusadas de apoiar as forças pró-Haftar, que por sua vez beneficiam do apoio dos Emirados Árabes Unidos.

Também no capítulo diplomático, prosseguem as diligências entre países do norte de África e da Europa, para impedir que não se venha a repetir na Líbia uma situação idêntica à da Síria, devido ao número crescente de protagonistas estrangeiros envolvidos no conflito líbio.

 

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