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G5-Sahel

Cimeira em França sobre terrorismo no Sahel

Soldado nigerino a olhar para as sepulturas de militares mortos num ataque jihadista a 10 de Dezembro de 2019. Níger.
Soldado nigerino a olhar para as sepulturas de militares mortos num ataque jihadista a 10 de Dezembro de 2019. Níger. Boureima HAMA / AFP

Esta segunda-feira, na cidade francesa de Pau, realiza-se a cimeira do grupo G5-Sahel numa altura em que a presença francesa na região tem vindo a ser contestada e em que os ataques jihadistas se têm reforçado. Os líderes do Chade, Níger, Burkina-Faso, Mali e Mauritânia reúnem-se com o presidente francês Emmanuel Macron e com os líderes da ONU, da União Europeia e da União Africana.

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Face à multiplicação dos ataques jihadistas no Sahel, o Presidente francês, Emmanuel Macron, reúne-se hoje com os homólogos dos cinco países da região para reforçar a legitimidade contestada dos militares franceses na região e numa tentativa de mobilizar os aliados europeus.

Emmanuel Macron quer que os presidentes do Mali, Burkina Faso, Níger, Mauritânia e Chade expressem publicamente e claramente se querem a manutenção da presença militar francesa, depois de várias manifestações contra a presença da operação Barkhane na luta anti-jihadista.

Ainda esta sexta-feira, centenas de pessoas protestaram em Bamako, no Mali, contra a presença de tropas gaulesas. A França tem 4.500 soldados na região, ou seja, a maior contribuição estrangeira na luta contra os jihadistas africanos alinhados com a Al Qaeda e o autoproclamado Estado Islâmico.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu, no início do mês, que “os grupos terroristas estão a ganhar terreno”. Na quinta-feira, um ataque provocou a morte de 89 soldados nigerinos, naquele que foi o ataque mais mortífero da história do país e apenas um mês depois de um outro ataque contra uma caserna militar que provocou a morte de 71 militares nigerinos.

A cimeira deverá também servir para reforçar a estratégia táctica contra os ataques jihadistas considerados cada vez mais audazes e complexos. Paris deverá, ainda, pedir a outros países europeus para participarem na frente anti-terrorista em África.

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