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Líbia

Frágil cessar-fogo na Líbia

Marechal rebelde Khalifa Haftar (à esquerda) e Fayez al-Sarraj, chefe do governo reconhecido pela ONU (à direita).
Marechal rebelde Khalifa Haftar (à esquerda) e Fayez al-Sarraj, chefe do governo reconhecido pela ONU (à direita). Fethi Belaid, Khalil Mazraawi/AFP

Moscovo acolheu hoje negociações para a obtenção de um cessar-fogo formal, já entrado em vigor ontem sob o impulso da Rússia, entre os beligerantes líbios, Fayez al-Sarraj, dirigente reconhecido pela ONU e o marechal rebelde Khalifa Haftar cujos combatentes pegaram nas armas há mais de 9 meses no intuito de tomar o controlo de Tripoli, a capital. De acordo com o ministro russo dos negócios estrangeiros, Sergei Lavrov, "algum progresso" foi alcançado nas discussões de hoje.

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Nas sete horas de conversações indirectas hoje em Moscovo, participaram não só os beligerantes líbios e altos responsáveis da Rússia, país suspeito de apoiar os rebeldes, como também envolveram representantes da Turquia, país igualmente presente no terreno a apoiar o campo das autoridades oficiais.

Apesar de Fayez al-Sarraj ter assinado o acordo de cessar-fogo, já em vigor desde ontem, o marechal Haftar pediu "um pouco de tempo suplementar até amanhã" para reflectir. Sergei Lavrov avançou contudo que o responsável rebelde vê o documento de forma "positiva".

Eco semelhante chega da Turquia, cujo Presidente, ao dar conta do seu optimismo, declarou envidar esforços para obter um cessar-fogo duradoiro.

A ser formalmente respeitada, esta trégua poderia desembocar na organização no próximo dia 19 de Janeiro de uma conferência internacional sobre a líbia sob a égide da ONU em Berlim, segundo confirmou hoje um porta-voz do governo alemão.

De acordo com fontes europeias, esta cimeira poderia reunir em torno da Líbia, os cinco países membros do conselho de segurança da ONU, Estados Unidos, China, França, Rússia e Grã-Bretanha juntamente com cinco "actores-chave", Itália, Alemanha, Turquia, Egipto e Emirados Árabes Unidos.

Tanto Moscovo como Ancara pretendem consolidar o seu protagonismo no Médio Oriente e nomeadamente na Líbia, cujas reservas de petróleo são um argumento de peso, para além de estrategicamente poder constituir um trunfo, já que em 9 anos de caos, os países ocidentais nunca conseguiram travar a violência na Líbia.

Já do lado europeu, teme-se um cenário "Síria" na Líbia, a União Europeia tendo gerido com dificuldade a chegada de centenas de milhares de sírios fugindo da guerra no seu país.

Mais pormenores aqui.

 

 

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