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Saúde

Cimeira no Togo sobre medicamentos falsificados e fora de prazo

A OMS estima que 30 a 60% dos medicamentos comercializados em África são falsificações provenientes principalmente da China e da Índia.
A OMS estima que 30 a 60% dos medicamentos comercializados em África são falsificações provenientes principalmente da China e da Índia. AFP

Hoje e amanhã decorre em Lomé, capital do Togo, uma cimeira sobre a problemática dos medicamentos falsificados e fora de prazo em África. Neste encontro que contará com a presença do Director-geral da OMS, 7 chefes de Estado (Togo, Congo-Brazzaville, Uganda, Níger, Senegal, Gana e Gâmbia) vão assinar a chamada "Iniciativa de Lomé", um acordo criminalizando o tráfico de medicamentos falsificados. De acordo com a OMS, o tráfico de medicamentos "falsificados ou de qualidade inferior" é responsável de mais de 100 mil mortos por ano só no continente africano.

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Outros dados oficiais apontam que este fenómeno existente no mundo inteiro tem contudo especial incidência em África, sendo que 42% dos medicamentos falsificados interceptados no ano de 2013, foram apreendidos no continente africano cujos sistemas de regulamentação e controlo são geralmente tidos como sendo mais frágeis. Acresce a este factor o critério económico, com boa parte da população do continente a optar pelo mercado paralelo, a aquisição dos medicamentos na rua, onde se estima que os preços sejam duas vezes inferior aos preços praticados nas farmácias.

A Organização Mundial da Saúde estima ainda que 30 a 60% dos medicamentos comercializados em África são falsificações provenientes principalmente da China e da Índia. De acordo com a Federação Internacional da Indústria do Medicamento, um investimento de mil Dólares no sector do medicamento falsificado pode gerar 500 mil Dólares de receitas, o que -a confirmar-se- torna esta actividade mais atractiva do que o tráfico da maioria dos estupefacientes em circulação.

Em entrevista com a RFI, Helder Mota Filipe, presidente da Associação de Farmacêuticos dos Países de Língua Portuguesa evoca as dimensões deste problema, não só a venda de medicamentos "falsificados ou de qualidade inferior" na rua mas também na internet, fora de qualquer controlo. Ao considerar, por outro lado, que tem havido um crescente reforço da regulamentação e das entidades de fiscalização nos países de África Lusófona, Helder Mota Filipe vinca a importância da sensibilização dos utentes para a necessidade de terem garantias de qualidade dos medicamentos.

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