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Política/Líbia

Libía: conferência de Berlim termina sem paz à vista

O enviado especial do ONU Ghassan Salame, o Secretário-geral da ONU Antonio Guterres , Angela Merkel chanceler da Alemanha e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Heiko Maas durante a cimeira de Berlim.19 de Janeiro 2020
O enviado especial do ONU Ghassan Salame, o Secretário-geral da ONU Antonio Guterres , Angela Merkel chanceler da Alemanha e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Heiko Maas durante a cimeira de Berlim.19 de Janeiro 2020 REUTERS/Axel Schmidt/Pool

Em Berlim, onde decorreu este fim de semana a cimeira para uma saída de conflito na Líbia, foram propostas condições visando o restabelecimento da paz, mas a fragilidade do cessar-fogo entre o governo de Triploli e as forças de Khalifa Haftar, bem como as divisões profundas existentes no país norte-africano, tornam o desfecho bastante incerto.

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As ambiguidades que marcaram as decisões da conferência de Berlim, contribuíram para reforçar o mutismo dos dois principais protagonistas do conflito na Líbia, ou seja, o governo de união nacional (GNA) chefiado por Fayez al-Sarraj, com sede em Tripoli e reconhecido pela ONU, e o autodenominado marechal Khalifa Haftar, considerado o homem forte da leste da Líbia.

Não obstante a cimeira de Berlim, ocorreram combates de forma intermitente,no sul de Tripoli,na noite de domingo para segunda-feira, o que fragiliza o cessar-fogo concluído no dia 12 de Janeiro.

Fayez al-Sarraj e Khalifa Haftar participaram na conferência organizada na capital alemã mas recusaram todo e qualquer contacto directo, o que segundo observadores confirma o fosso a colmatar para restabelecer o clima de paz na Líbia.

No final do encontro de Berlim, os países estrangeiros que apoiam as partes em conflito, prometeram que não vão continuar a imiscuir-se nos assuntos internos da Líbia, bem como respeitarão o embargo sobre a venda de armas ao país.

Os países europeus tentam convencer a Itália a retomar a operação naval Sophia, suspensa desde Março de 2019,e cujo objectivo é controlar o referido embargo.

Anfitriã da conferência de Berlim,a chanceler alemã mostrou-se realista, ao considerar que a cimeira foi um "pequeno passo" para chegar a paz na Líbia, país que enfrenta o caos desde a morte de Muammar Kadhafi.

Segundo a ONU,a única nota positiva da conferência de Berlim, foi a formação de uma comissão mista de dez militares ligados aos dois protagonistas do onflito, que será encarregada de definir, no terreno, os mecanismos de implementação do cessar-fogo.

 

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