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Reino Unido

Reino Unido visa África no pós-Brexit

Primeiro-ministro britanico, Boris Johnson, rodeado de vários governantes africanos, na primeira Cimeira de Investimento Reino Unido – África. Londres, 20 de Janeiro de 2020.
Primeiro-ministro britanico, Boris Johnson, rodeado de vários governantes africanos, na primeira Cimeira de Investimento Reino Unido – África. Londres, 20 de Janeiro de 2020. Ben STANSALL / POOL / AFP

A primeira Cimeira de Investimento Reino Unido – África decorre esta segunda-feira, em Londres, e o objectivo do primeiro-ministro britânico é tornar o Reino Unido o "parceiro de investimento favorito" dos países africanos. O Presidente de Moçambique, Filipe Niusy, convidou os britânicos a investirem no país.

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Esta segunda-feira, Londres é palco da primeira Cimeira de Investimento Reino Unido – África. No discurso de abertura do evento, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse querer tornar o Reino Unido o "parceiro de investimento favorito" dos países africanos, apesar de reconhecer a concorrência de outras potências, como a China, a Alemanha e a França.

Depois da saída do Reino Unido da União Europeia, no final do mês, Boris Johnson quer fazer do país o maior investidor estrangeiro em África até 2022 entre o G7 (que inclui também Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos).

Mais de 2.000 empresas britânicas operam em África e o seu investimento é estimado em 36 mil milhões de libras, cerca de 42 mil milhões de euros.

Nesta Cimeira de Investimento, participam 21 dos 54 países africanos. Entre os chefes de Estado presentes estão os presidentes de Moçambique, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Egipto, Gana, Guiné, Marrocos, Nigéria, Quénia, Maláui, Mauritânia, Ilhas Maurícias, Ruanda, Senegal, Serra Leoa e Uganda.

Angola está representada pelo ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior. Em declarações à imprensa, o governante disse que o país está a viver um novo paradigma de governação para ter "uma economia de mercado devidamente estruturada" e que deixe de ser dependente do petróleo. Nesse sentido, Manuel Nunes Júnior disse que o Reino Unido, enquanto um dos principais centros financeiros do mundo, pode ter um papel na canalização de investimentos na agricultura, agro-indústria, turismo, indústria transformadora, extractiva ou telecomunicações. "Estamos nesta cimeira para passar esta mensagem e que mais investimentos fluam para Angola em vários domínios", afirmou.

Na cimeira participam, também, o presidente da União Africana, Moussa Faki, e vários dirigentes de empresas britânicos, assim como as ministras britânicas do Comércio, Elizabeth Truss, e da Economia, Andrea Leadsom.

Em declarações aos jornalistas, Filipe Niusy, Presidente de Moçambique, que está na cimeira acompanhado por uma delegação com 26 empresas, convidou os britânicos a investirem no país.

"Os bens e a riqueza que existem em Moçambique têm que beneficiar, em primeiro lugar, o nacional, o moçambicano. Mas, para tal, estamos a mobilizar os investimentos estrangeiros - mesmo nacionais, mas estrangeiros - para poderem vir operar em Moçambique. Neste caso, estou aqui, neste país, e aproveito para convidar os britânicos para poderem investir em Moçambique. Através da diversificação, queremos que haja mais emprego para os moçambicanos", afirmou Filipe Niusy.

Oiça aqui a reportagem de Bruno Manteigas, correspondente da RFI em Londres.

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