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Burkina Faso

Burkina Faso: 36 civis mortos em ataques jihadistas

Soldados franceses da operação Barkhane em patrulha no norte do Burkina Faso.
Soldados franceses da operação Barkhane em patrulha no norte do Burkina Faso. AFP/Michèle Cattani

O parlamento burkinabé aprovou esta terça-feira por unanimidade, o recrutamento de voluntários para defender a pátria, depois dos ataques segunda-feira que mataram 36 civis na província de Sanmatenga, perto da fronteira com o Mali.

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Esta quarta-feira (22/01) é o primeiro de dois dias de luto nacional no Burkina Faso na sequência dos ataques armados de segunda-feira (20/01) perto da fronteira com o Mali, que causaram a morte de 36 civis, segundo o governo que qualificou os ataques de terroristas.

Face ao recrudescimento dos ataques jihadistas, os deputados burkinabés aprovaram por unanimidade esta terça-feira (21/01) o recrutamento de voluntários, com idades superiores a 18 anos, que serão formados durante 14 dias e equipados com armas ligeiras, para ajudar na luta contra os jihadistas, em missões de informação e protecção das populações.

Segunda-feira (20/01) um grupo armado atacou um mercado na aldeia de Nagraogo onde abateu 32 pessoas e depois incendiou o mercado e na sua fuga 4 outros civis foram mortos na aldeia de Alamou, ambas na província nortenha de Sanmatenga, perto da fronteira com o Mali.

As populações estão a fugir desta província em direcção a Kaya, a cerca de uma centena de kms a nordeste da capital Ouagadougou.

Desde 2013 a França, antiga potência colonial, tem soldados nesta região do Sahel, inicialmente no quadro da operaçao Serval, que mais tarde se transformou em Barkhane com 4.500 soldados franceses para combater o terrorismo na zona das três fronteiras entre os países sahelianos Mali, Niger e Burkina Faso.

No dia 13 de Janeiro, em Pau no sudoeste da França o Presidente Emmanuel Macron, prometeu aos seus pares do designado grupo G5 Sahel - Mali, Níger, Burkina Faso, Mauritânia e Chade - uma nova coligação militar e o reforço de 220 militares franceses para a operação Barkhane.

Desde 2015, foram mortas nesta região do Sahel 750 pessoas e mais de meio milhão estão deslocadas.

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