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Política/Mali

Mali: militares mortos em ataque terrorista no centro do país

O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita.
O Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita. Capture d'écran

Praticamente duas dezenas de militares malianos foram mortos nesta manhã de domingo, no decurso de um ataque terrorista, ocorrido no centro do país. Segundo fontes das Forças Armadas do Mali, o balanço do número de mortos é provisório. Os terroristas envolvidos no ataque excediam a centena. E os militares que pereceram faziam parte do corpo da Guarda Nacional maliana.

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De acordo com fontes do Exército maliano, morreram no ataque,ocorrido em Sokolo no centro do país, 19 militares e 5 ficaram feridos.Todavia, de momento, o balanço do ataque à base militar é provisório. Material que pertencia aos militares mortos foi danificado ou então roubado.

As Forças Armadas malianas afirmaram que as buscas na região de Sokolo, no centro do Mali onde ocorreu o ataque terrorista, prosseguem para enventualmente recuperar outros corpos.

Sokolo, está situado no círculo de Niono, na região de Ségou,próximo da fronteira com a Mauritâna onde operam grupos jihadistas associados à rede terrorista Al-Qaida.

Segundo as autoridades malianas a responsabilidade do ataque deve ser atribuída aos grupos jihadistas, qualificados por Bamako de terroristas, que actuam no Mali desde há oito anos,não obstante a intervenção de tropas francesas, da ONU e do G5 Sahel.

Em declarações à France Presse, um habitante da localidade de Sokolo afirmou que os agressores constituíam mais de uma centena,não molestaram os residentes,assim como recuperaram os corpos dos seus combatentes mortos e roubaram veículos e  armas dos militares malianos, que fazem parte da Guarda Nacional, conhecida pelo nome de Gendarmarie.

De acordo com uma fonte humanitária que penetrou o acampamento dos militares, os agressores deram a impressão de estarem informados, antes de levar a cabo o ataque.

O centro do Mali, bem como o Burkina Faso e o Níger têm sido, nos últimos meses, alvos de ataques mortíferos, por parte de grupos jihadistas, contramilitares e populações civis, sem que as forças nacionais e estrangeiras presentes na região consigam pôr termo as acções terroristas.

         

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