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UNIÃO AFRICANA

África em peso na cimeira continental

Sede da União Africana em Addis Abeba, capital da Etiópia.
Sede da União Africana em Addis Abeba, capital da Etiópia. RFI/Paulina Zidi

São cerca de 40 os chefes de Estado e de governo dos 55 países da União Africana (UA) a marcarem presença na cimeira da organização que arranca este domingo em Addis Abeba. Os presidentes de Angola e de Cabo Verde deveriam estar presentes. Pesam ainda incertezas quanto ao chefe da delegação da Guiné-Bissau.

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O Secretário-geral da ONU, o antigo primeiro-ministro português António Guterrres, é um dos oradores da sessão de abertura.

Um evento que conta também com a presença do presidente da Autoridade palestiniana, Mahmud Abbas que deve granjear o apoio dos africanos na rejeição do recente plano do presidente americano Donald Trump para o Médio Oriente.

Este fórum versa sobre o silenciar das armas como forma de garantir o desenvolvimento do continente.

No entanto 17 países africanos debatem-se actualmente com conflitos, um número que triplicou, segundo a ONU, nos últimos 15 anos.

Tete António, secretário de Estado angolano das relações exteriores, esteve a preparar a cimeira por parte da diplomacia de Luanda.

Ele enfatizou quão caro aos angolanos é o tema da cimeira do "silenciar das armas,a resolução dos conflitos que abalam o continente". Nós passámos por uma história de conflitos durante muitos anos e é normal que entendámos os contornos de qualquer conflito. É a razão pela qual organizámos em Dezembro em Luanda a reunião ministerial do Conselho de paz e segurança sobre a questão da reconciliação e reconstrução pós conflito."

Teté António, secretário de Estado angolano das relações exteriores

No que diz respeito aos chefes de Estado lusófonos que deveriam estar presentes em Addis Abeba são eles o angolano, João Lourenço, e o cabo-verdiano Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado de Moçambique faz-se representar pelo primeiro-ministro,  Carlos Agostinho do Rosário, e São Tomé e Príncipe pela sua chefe da diplomacia, Elsa Pinto.

Tanto mais que a situação pós eleitoral na Guiné-Bissau será também alvo, neste domingo, de uma cimeira extraordinária dos presidentes da CEDEAO, Comunidade económica dos Estados da África ocidental.

Um evento que deve, pois, incluir obviamente o líder cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado cessante guineense, José Mário Vaz, tendo desistido da sua viagem a Addis Abeba este deu plenos poderes a Suzi Barbosa.

A ministra dos negócios estrangeiros, que se tinha demitido a 24 de Janeiro por razões pessoais e políticas, tendo sido vista na delegação de Umaro Sissoco Embaló em deslocações ao estrangeiro.

Esta confirmou à rfi estar em Addis Abeba a chefiar a delegação guineense, não obstante ter sido substituída no cargo por Ruth Monteiro, que ocupa a pasta da Justiça no governo de Aristides Gomes.

Suzi Barbosa remete qualquer pronunciamento público para o candidato dado como vencedor pela Comissão nacional de eleições, Umaro Sissoco Embaló, também ele já na capital etíope.

Umaro Sissoco Embaló, declarado vencedor do escrutínio guineense pela Comissão nacional de eleições, marca presença na capital etíope.

Não obstante o recurso do suposto candidato derrotado do PAIGC, Domingos Simões Pereira, o candidato do MADEM-G15 garante tomar posse no dia 27, mesmo que isso implique prescindir para o efeito do presidente do parlamento, Cipriano Cassamá.

Confrontado pela reportagem da rfi com a persistência do contencioso eleitoral na Guiné-Bissau o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou aguardar pelo fim do processo eleitoral antes de fazer qualquer pronunciamento.

António Guterrres, Secretário-geral da ONU

"O impasse e a crise política foi, naturalmente, algo que nos preocupou profundamente, que demorou muito tempo. A Guiné-Bissau tem atravessado crises políticas, mas tem evitado que elas se tornem num conflito armado, contrariamente ao que aconteceu em muitos outros países (...) Neste momento há um processo pendente e aguardamos serenamente os resultados deste processo para o processo eleitoral ser dado como concluído. E, por isso, as Nações Unidas não tomam para já qualquer iniciativa esperando a decisão final."

Os conflitos na Líbia, Sudão do Sul e Sahel são tantos outros focos de interesse desta cimeira onde o egípcio Abdel Fattah al-Sissi deve ceder a presidência da UA ao sul-africano Cyril Ramaphosa.

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