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África

Malabo denuncia ingerência de Paris

Teodorin Obiang Nguema, em Malabo, na Guiné Equatorial (2014)
Teodorin Obiang Nguema, em Malabo, na Guiné Equatorial (2014) Steve Jordan / AFP

A Guiné Equatorial condena a decisão da justiça francesa, que diz tratar-se de "ingerência" e de ser "inaceitável". Teodorin Obiang foi condenado a três anos de prisão e 30 milhões de euros de multa no caso dos bens mal adquiridos.

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Governo da Guiné Equatorial denuncia "ingerência" por parte da justiça francesa, depois o Tribunal de recurso de Paris ter agravado, esta segunda-feira, a pena do vice-presidente.

O recurso interposto pelo vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodorin Obiang, no processo dos bens mal adquiridos em França foi esta segunda-feira rejeitado pelo juiz do tribunal de recurso de Paris e a pena foi agravada, a multa de 30 milhões de euros passou a ser efectiva.

Em comunicado, o governo de Malabo responde que "o executivo tem o direito de exercer perante as altas instâncias jurídicas, todas as acções civis e penais para reclamar os danos causados pelas instituições e personalidades da Guiné Equatorial".

O governo de Teodoro Obiang Nguema, o mais antigo Presidente em exercício do continente africano, manifesta ainda "repulsão face actos de ingerência por parte dos tribunais franceses".

O filho do Presidente da Guiné Equatorial, Teodorin Obiang, vice-presidente e responsável por questões de Defesa e Segurança do país foi condenado esta segunda-feira a três anos de prisão e a uma multa de 30 milhões de euros por branqueamento de capitais e má gestão de fundos públicos.

Na segunda-feira Teodorín Obiang não esteve presente no tribunal de recurso de Paris. Poucos minutos depois da leitura da sentença partilhou nas redes sociais vários vídeos onde surge a conduzir uma moto de luxo pelas ruas de Malabo, capital equato-guineense.

Os advogados contestaram sempre a legitimidade dos tribunais franceses para julgar o vice-presidente da Guiné Equatorial, depois da queixa apresentada pelas organizações Sherpa e Transparência Internacional.

Segundo o advogado da ONG Transparência Internacional, William Bourdon, foi “uma sentença histórica”, de “um valor inédito na história da justiça francesa: 150 milhões de euros”, disse.

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