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Mali

Exército maliano regressou a Kidal

Em 2014, os soldados foram obrigados a sair de Kidal, após uma visita conturbada do antigo primeiro-ministro Mousa Mara.
Em 2014, os soldados foram obrigados a sair de Kidal, após uma visita conturbada do antigo primeiro-ministro Mousa Mara. Wikimédia

Esta quinta-feira, o exército maliano regressou a Kidal, no nordeste do Mali, numa tentativa de restabelecer a soberania do Estado sobre o território. Durante a noite, a aldeia de Ogossagou, no centro do país, foi alvo de um ataque em que morreram pelo menos 20 pessoas, depois de no ano passado ter registado outro ataque que fez cerca de 160 mortos.

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Esta quinta-feira, marcou o regresso de 300 soldados malianos a Kidal, no norte do país. Num contexto de grave deterioração da segurança no Mali e no Sahel, a mobilização do exército nacional para uma cidade hoje controlada pelos antigos rebeldes tuaregue é vista como uma forte tentativa de restabelecer sobre o território a soberania do Estado, uma soberania que deixou de existir em vastas regiões do país.

Esta é também uma afirmação da vontade politica da reconciliação de um país em guerra desde 2012 já que a unidade que entrou em Kidal é composta por antigos rebeldes integrados no exército, conforme estipulado nos acordos de paz de Argel de 2015. Depois de Kidal, espera-se que o exército maliano seja mobilizado para Ménaka, Gao e Tumbuctu.

O Mali é palco, desde 2012, de insurreições independentistas, jihadistas e de violências intercomunitárias que fizeram milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados. Os confrontos começaram no norte do país, mas rapidamente se estenderam ao centro e aos países vizinhos, como o Burkina Faso e o Níger.

Na segunda-feira, o presidente maliano, Ibrahim Boubacar Keita, reconheceu a existência de um processo para dialogar com chefes de grupos jihadistas. 

Novo ataque em Ogossagou, no centro do Mali

Em Ogossagou, no centro do Mali, morreram pelo menos 20 pessoas num ataque à localidade onde no ano passado foram assassinadas cerca de 160 pessoas da etnia fula. O ataque teria acontecido na noite de quinta para sexta-feira, algumas horas após a retirada do exército maliano da localidade e teria sido perpetrado por cerca de 30 homens armados.

Ogossagou, no centro do Mali, já tinha sido palco, no ano passado, do massacre de cerca de 160 pessoas da etnia fula, alegadamente por milícias da etnia dogon, naquele que foi o ataque mais sangrento das violências intercomunitárias que sacudiram o centro do país entre Março e Abril de 2019. A região está mergulhada em confrontos desde 2015 e também assistiu ao aparecimento de um influente grupo jihadista dirigido pelo pregador fula Amadou Koufa.

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