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Argélia

Argélia assinala um ano de "Hirak"

A mobilizaçãqo do "Hirak" continuou esta sexta-feira 21 de Fevereiro em Argel, precisamente um ano depois do início da contestação.
A mobilizaçãqo do "Hirak" continuou esta sexta-feira 21 de Fevereiro em Argel, precisamente um ano depois do início da contestação. AFP

Os argelinos assinalam hoje o primeiro aniversário do "Hirak", a contestação popular, efectuando pela 53ª semana consecutiva a sua marcha semanal para reclamar uma mudança efectiva de sistema.

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No dia 22 de Fevereiro de 2019, milhares de pessoas desceram à rua para reclamar a demissão do então presidente Bouteflika que pretendia aos 81 anos de idade brigar um quinto mandato nas presidenciais. Perante as suas aparições cada vez mais raras desde o seu AVC em 2013, numerosos eram aqueles que duvidavam da eventualidade de ele sequer ter ainda em mãos as rédeas do poder.

Após seis semanas de braço-de-ferro, o comando militar, pilar do regime, obrigou o presidente Bouteflika a demitir-se no dia 2 de Abril de 2019. Contudo, esta saída de cena não se traduziu na mudança de sistema reclamada pela rua.

Depois de assumir o poder interinamente, o comando militar organizou no passado mês de Dezembro eleições presidenciais massivamente boicotadas pelos eleitores, em que Abdelmadjid Tebboune, várias vezes ministro durante os 20 anos da era Bouteflika, chegou à presidência.

Numa entrevista concedida ontem ao diário conservador "Le Figaro", o novo presidente argelino prometeu uma "mudança radical". Ao argumentar que "não se pode reformar, concertar, restaurar o que foi destruído durante uma década em dois meses", Tebboune garantiu ter colocado as "reformas políticas" e nomeadamente a revisão constitucional nas "suas prioridades".

Contudo, ontem também, antevendo manifestações massivas hoje, a polícia estabeleceu barragens para complicar a entrada na capital de argelinos vindos de outras partes do país para assinalar o primeiro aniversário do "Hirak". Apesar disso, a mobilização desta sexta-feira foi ainda mais forte do que nas anteriores, a palavra de ordem continuando a ser a "queda do regime".

Mais pormenores aqui.

Argélia assinala um ano de "Hirak"

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