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UE/ACP

ACP com secretário-geral lusófono

Georges Chikoti, secretário-geral dos países ACP em Bruxelas, Bélgica, a 3 de Março de 2020.
Georges Chikoti, secretário-geral dos países ACP em Bruxelas, Bélgica, a 3 de Março de 2020. © rfi/MIguel Martins

O angolano Georges Chikoti assumiu a 2 de Março em Bruxelas o cargo de secretário-geral dos países ACP. É a primeira vez que a organização reunindo 79 Estados membros é presidida por um lusófono. O actual embaixador angolano junto da União Europeia foi eleito em Dezembro no Quénia para um mandato de cinco anos.

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Até 2025 o antigo chefe da diplomacia de Luanda terá pela frente, nomeadamente, o desafio de negociar o dispositivo que deverá suceder ao Acordo de Cotonou, que acaba de expirar, um documento assinado no ano 2000 e que tinha entrado em vigor em 2003.

Trata-se de estipular os mecanismos de relacionamento entre a União Europeia (que, com a adopção definitiva a prazo do Brexit passará de 28 a 27 Estados membros), mais um rol de Estados dispersos pela África a sul do deserto do Sahara (incluindo os cinco países africanos de língua oficial portuguesa), países das Caraíbas e do Pacífico (incluindo Timor Leste).

Georges Chikoti pretende fazer deste fórum uma aposta no multilateralismo, com maior dinamismo, com financiamentos mais sólidos e mercados regionais integrados de onde não estaram ausentes questões climáticas e de resiliência.

E isto por forma a melhorar a condição de vida dos povos, lutando em prol da erradicação da pobreza e do desenvolvimento sustentável, numa parceria entre os europeus e os Estados ACP.

O antigo chefe da diplomacia angolana representa o seu país junto da União Europeia e da Bélgica desde 2018

O acto da sua tomada de posse foi testemunhado pelo secretário de Estado angolano das relações exteriores, Tete António, ou ainda por Luís Filipe Tavares, ministro cabo-verdiano dos negócios estrangeiros cujo país preside actualmente a CPLP, Comunidade dos países de língua portuguesa.

Chikoti prometeu envidar esforços em prol da defesa da língua portuguesa no seio da organização que passa a chefiar, garantindo que a documentação da mesma tenha também versão portuguesa, para além do inglês ou do francês, nomeadamente, e que também ele possa vir a trabalhar mais em português.

Um assunto abordado entre Tavares e o novo secretário-geral dos Estados ACP Chikoti foi a situação política na Guiné-Bissau.

Guiné-Bissau

Georges Chikoti, em entrevista exclusiva à rfi em Bruxelas, assumiu a sua preocupação lamentando a nova intervenção dos militares na arena política e o facto de políticos guineenses se refugiarem em embaixadas temendo pelas suas vidas.

O antigo chefe da diplomacia de Luanda solidarizou-se com o comunicado desta segunda-feira da CEDEAO, a comunidade regional, deplorando a subversão da ordem constitucional.

Chikoti lembrou ser fundamental reformar o sector das forças armadas guineenses e que a União Africana tenha uma posição firme em relação aos acontecimentos.

O novo secretário-geral dos Estados ACP advogou a presença de uma força africana e ou internacional naquele país lusófono para fazer face à instabilidade política crónica.

A RFI em Português difundirá oportunamente uma entrevista alargada com o primeiro secretário-geral lusófono dos Estados ACP.

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