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Egipto

Egipto rumo ao recolher obrigatório

Presidente Abdel Fatah al-Sisi
Presidente Abdel Fatah al-Sisi PHILIPPE WOJAZER / POOL / AFP

O Egipto foi o primeiro país africano a ser assolado pela pandemia do Covid-19. As autoridades descartam estar a ocultar informação sobre a dimensão da doença, como ventilaram alguns órgãos de informação.

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Números oficiais apontam para que haja 327 casos de infecção do novo Covid-19 no Egipto. Este domingo foram contabilizadas apenas 33 novas ocorrências.

Tendo no entanto em conta que quase não há testes, o número total de afectados poderá ser muito superior. É também preocupante que os casos registados tenham surgido em 24 províncias.

Há uma notória preocupação da parte do governo do Egipto em conter esta pandemia. Diversas medidas foram tomadas nos últimos dias. Todos os aeroportos do país foram fechados na semana passada. Centros comerciais, cafés de rua e clubes desportivos foram também encerrados. Entretanto, antes de ontem, todas as mesquitas e igrejas do país foram também fechadas – o que representa uma medida extraordinária num país de grande conservadorismo religioso.

A presidência de Abdel Fattah El Sisi está também a discutir a instauração de um recolher obrigatório a qualquer momento. 

Se estas medidas de prevenção e as subidas de temperatura, com a aproximação do verão, não contiverem o coronavírus no Egipto, o país poderá ver-se a braços com uma situação catastrófica devido à falta de higiene e à precariedade dos serviços de saúde de um país com 100 milhões de habitantes.

O relato do Cairo com o nosso correspondente Pedro Costa Gomes.

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