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Economia/Brasil

Brasil: Parente tem substituto na presidência de Petrobras

Pedro Parente, agora ex-presidente da Petrobras.
Pedro Parente, agora ex-presidente da Petrobras. REUTERS/Sergio Moraes/File photo

Sob pressão das recentes greves de camionistas e dos membros da FUP (Federação Única dos Petroleiros) pelos sindicatos, Pedro Parente apresentou a sua demissão e foi substituído interinamente, por Iván Monteiro Até à data, director financeiro da companhia petrolífera brasileira. Parente que esteve a frente dos destinos da Petrobras durante dois anos, após o golpe parlamentar que em 31 de Agosto de 2016 derrubou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil, foi acusado pelos seus detractores de praticar uma gestão contrária aos interesses do país e de ser o responsável por um prejuízo avaliado em biliões para a economia brasileira.

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Após dois anos de uma presidência que visava preparar a privatização da Petrobras, petrolífera pública brasileira, Pedro Parente foi obrigado a renunciar,sob a pressão de greves organizadas sucessivamente pelos camionistas e pelos membros da FUP( Federação Única dos Petroleiros).

Ex-ministro da Energia e Minas , durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso na década de noventa, Parente tornou-se vítima da sua política de flutuação diária dos preços de combustíveis, que provocou o descontentamento dos camionistas e levou à economia do país quase ao colapso .

Indicado para o cargo pelo ex-presidente Cardoso, Pedro Parente de 65 anos demitiu-se na sexta-feira, e foi substituído interinamente por Iván Monteiro, até a data director financeiro da Petrobras, encarregado de vender os activos da companhia pública brasileira, na perspectiva da eventual privatização da mesma.

Esta gestão, foi qualificada pela FUP e o seu líder José Maria Rangel, de contrária aos interesses do Brasil.

Nomeado pelo impopular Presidente Michel Temer para exercer interinamente a presidência da Petrobras, Iván Monteiro passou pelo sector das  finanças,designadamente no Banco do Brasil entre 2009 e 2015, antes de ingressar na petrolífera brasileira.

Monteiro acede à presidência da empresa, considerada estratégica para o desenvolvimento do Brasil, numa altura em que o país sul-americano enfrenta sérias dificuldades económicas decorrentes de um clima de incerteza política.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) rejeita a actual administração da Petrobras, que segundo o referido sindicato, desembocará ,à curto prazo, na dependência energética do Brasil em relação ao exterior.

O líder da FUP, José Maria Rangel, criticou a política de encerramento de refinarias brasileiras para importar produtos derivados, bem como o alinhamento da Petrobras à chamada paridade internacional, que resulta na flutuação dos preços de combustíveis, de acordo com as variações do dólar nos mercados internacionais.

Sob os efeitos da devastadora greve dos camionistas que levaram à demissão de Pedro Parente, as acções do grupo petrolífero público brasileiro, registaram na sexta-feira uma queda de 16% na Bolsa de São Paulo.

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