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Política/Sudão

Sudão: continuam protestos contra governo

Manifestantes sudaneses nas ruas de Khartum durante as manifestações anti-governementais no dia  25 de Dezembro de 2018.
Manifestantes sudaneses nas ruas de Khartum durante as manifestações anti-governementais no dia 25 de Dezembro de 2018. REUTERS/Mohamed Nureldin Abdallah

Prossegue no Sudão vaga de protestos, contra o Presidente Omar al-Bashir, iniciada no mês de Dezembro, depois do aumento do preço do pão. Nesta sexta-feira novas manifestações ocorreram em Khartum, logo a seguir ao fim da tradicional oração das sextas-feiras. As forças policiais enfrentaram os contestários, com gás lacrimogéneo.Os organizadores dos protestos convocaram uma manifestação nacional, para a próxima semana.

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Aos gritos de liberdade, paz e justiça, multidões manifestaram em dois bairros de Khartum e na região de Omdurman nas margens do rio Nilo. As forças da polícia de choque reagiram lançando gases lacrimogéneos.

Videos que mostravam devotos a gritar slogans anti-governamentais dentro de uma mesquita de Khartum foram divulgados nas redes sociais, mas segundo observadores não foi possível apurar a veracidade das filmagens.

Na sexta-feira, a nova vaga de contestação teve lugar, quando os organizadores apelaram para uma manifestação em todo o país, de forma a exigir a demissão do Presidente Omar al-Bashir.

Os protestos tiveram início no dia 19 de Dezembro, depois do governo ter decidido triplicar o preço do pão, e transformaram-se muito rápidamente em grandes manifestações.

De acordo com observadores, é a primeira vez em trinta anos de poder, que o chefe de Estado sudanês, está verdadeiramente ameaçado.

A Associação Sudanesa das Profissões informou que está decidida a lançar uma semana de manifestações nas cidades e aldeias, em todo país.

Os organizadores convocaram para este domingo um grande encontro no norte de Khartum, como prelúdio a uma semana de contestação.

Segundo a organização para a defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, desde que começaram os protestos, morreram pelo menos 40 pessoas, incluindo crianças e pessoal médico.

O Sudão que atravessa uma grave crise económica, caracterizada pela penúria de géneros alimentícios e de combustíveis, acusa os Estados Unidos de serem os responsáveis pelas dificuldades económicas enfrentadas pelo país da África oriental.

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