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Política/Venezuela

Tensão na Venezuela

George Feres Kanaan,coronel do exército brasileiro, olha para a Venezuela do lado da sua fronteira, em Pacaraíma.24 de Fevereiro de 2019
George Feres Kanaan,coronel do exército brasileiro, olha para a Venezuela do lado da sua fronteira, em Pacaraíma.24 de Fevereiro de 2019 . REUTERS/Ricardo Moraes

Após os recontros de sábado entre partidários da oposição e do governo, regista novamente uma acalmia nas fronteiras venezuelanas.Todavia os Estados Unidos e os seus aliados latino-americanos e europeus que apoiam o opositor e autoproclamado presidente Juan Guaidó, continuam a pressionar o executivo do Presidente Nicolas Maduro para que este autorize a entrada de uma ajuda humanitária bloqueada nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil.

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Americanos e europeus continuam a pressionar Nicolas Maduro para que este permita a entrada da ajuda humanitária na Venezuela, mas o chefe de Estado venezuelano recusa, e qualifica a citada ajuda de estratagema para uma operação militar destinada derrubar o seu governo.

Em declarações à cadeia de televisão CNN, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo voltou a ameaçar Nicolas Maduro, afirmando nomeadamente que os dias do Presidente venezuelano, considerado ilegítimo pela administração de Washington,estão contados.

A Rússia afirmou recentemente que a postura, dos Estados Unidos em relação à Venezuela,era uma ingerência nos assuntos internos do país sul-americano e consequentemente uma violação da Carta das Nações Unidas.

Na sexta-feira, Nicolas Maduro voltou a solicitar a Washington o fim do bloqueio dos fundos do Estado venezuelano, que se encontram em estabelecimentos bancários americanos e acusou os Estados Unidos de provocarem a crise humanitária que afecta a Venezuela.

O opositor Juan Guaido que se encontrava com os seus correligionários neste fim de semana,em Cucuta, na fronteira da Colômbia  com a Venezuela, anunciou que participará nesta segunda-feira em Bogotá, na reunião do chamado Grupo de Lima, criado em 2017 para resolver a crise política na Venezuela e composto por 14 países, entre os quais os Estados Unidos.

No sábado, Nicolas Maduro anunciou o corte de relações diplomáticas com a Colômbia e qualificou de fascista o governo do seu homólogo colombiano Iván Duque.

Segundo as autoridades colombianas elementos da Guarda Nacional venezuelana teriam desertado e pedido refúgio na Colômbia. 

A União Europeia anunciou domingo que está pronta, para aumentar a ajuda humanitária e criticou o executivo venezuelano por um alegado recurso à grupos de civis armados contra os opositores.

O opositor Juan Guaido acusou igualmente o governo de Nicolas Maduro de cometer actos de violência contra os seus partidários nomeadamente em Cucuta, na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

Em 2017 durante a escalada das manifestações pela oposição, Juan Guaidó e o seu partido Vontade Popular foram acusados de atacar,nas chamadas guarimbas, os apoiantes do governo, assim como jornalistas que eles consideravam não favoráveis à sua causa.

Orlando Figuera, um jovem afro-venezuelano, foi vítima das referidas guarimbas,no decurso de uma manifestação dos opositores de Nicolas Maduro.

Acusado de ser simpatizante dos chavistas, o jovem Figuera foi incendiado na região de Altamira em 20 de Maio de 2017 pelos guarimberos e acabou por morrer dois dias depois no hospital, devido à um desfuncionamento cardíaco.

 

 

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