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Política/Líbia

Libía:ONU apela ao fim de hostilidades

O  secretário-geral da  ONU, António Guterres e  Khalifa Haftar durante o seu encontro em Benghazi. 5 de Abril de 2019.
O secretário-geral da ONU, António Guterres e Khalifa Haftar durante o seu encontro em Benghazi. 5 de Abril de 2019. Media office of the Libyan Army/Handout via REUTERS

O Conselho de Segurança da ONU apelou Khalifa Haftar e as suas forças, que avançam para o sul de Tripoli,a interromper a sua progressão com vista a tomada da capital da Líbia. Comandante do auto-proclamado Exército Nacional Líbio, Haftar decidiu, na quinta-feira, lançar um ataque contra Tripoli. O chefe da mílicia ordenou o ataque à capital, no momento em que o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitava a Líbia para concluir um acordo entre os protagonistas da crise. l

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Quando preparava-se para regressar a Nova Iorque, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que deixava a Líbia, onde se avistou nomeadamente com Khalifa Haftar, muito preocupado com a situação vigente. Guterres considerou que um banho de sangue pode ser evitado.

Na quinta-feira, o líder do auto-proclamado Exército Líbio Nacionbal (ENL), Khalifa Haftar decidiu atacar Tripoli, controlada pelo Governo de União Nacional, apoiado pelas Nações Unidas e por um conjunto de milícias.

As forças de Haftar tiveram violentos recontros com as suas homólogas pró-governamentais 50 kms ,ao sul da capital, pouco depois do chefe do ENL ter-se encontrado, na sexta-feira, com António Guterres na cidade de Benghazi, no leste da Líbia.

As forças de Haftar conseguiram ocupar brevemente o aeroporto em ruínas,mas foram em seguida repelidas pelos lealistas do Governo de União Nacional( GUNA ), chefiado por Fayez al-Sarraj.

O enviado das Nações Unidas para a Líbia,Ghassan Salame, informou ao Conselho de Segurança, que Haftar tornou claro, que não tencionava pôr fim a sua  ofensiva contra Tripoli.

Depois de uma reunião de emergência, à porta fechada, o Conselho de Segurança da ONU lançou um apelo a Khalifa Haftar, para que este ponha fim as hostilidades.

Segundo o ministro do Interior do Governo de União Nacional,Fathi Bachagha, os combates entre as forças rivais prosseguiam ao sul do aeroporto.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 reunidos na cidade balnear de Dinard, no noroeste da França e na região de Bretanha, apelaram ao fim dos combates e da progressão das forças do ENL, sublinhando que as populações civis estavam em perigo.

Desde a queda e consequente morte em 2011 de Muammar Kadhafi, que o país da África do norte está mergulhado no caos total, devido à presença de uma multitplicidade de milícias armadas, bem como da existência de duas autoridades rivais, representadas pelo Governo de União Nacional de Fayez al-Sarraj em Tripoli e pelo auto-proclamado Exército Nacional Líbio de Khalifa Haftar.

A nova escalada entre as entidades rivais, ocorre numa altura em que está previsto, para meados do corrente mês de Abril em Ghadames no sudoeste do país, uma Conferência Nacional sob a égide da ONU, com o intuito de estabelecer um guia para a organização de eleições, destinado a pôr termo a crise político-militar que afecta a Líbia, desde a morte de Muammar Kadhafi e o fim da Jamahiriya Árabe em 20 de Outubro de 2011.

 

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