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Política/África do Sul

África do Sul: eleições um teste para o Congresso Nacional Africano

O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, durante  um  comício em Mitchells Plain, próximo de  Cape Town. 3  de Maio de 2019.
O Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, durante um comício em Mitchells Plain, próximo de Cape Town. 3 de Maio de 2019. REUTERS/Sumaya Hisham

A África do Sul vai na quarta-feira às urnas para eleger o seu novo presidente e o Parlamento, num ambiente marcado pelas dúvidas no que toca ao futuro.O Congresso Nacional Africano liderado por Cyril Ramaphosa é o grande favorito do escrutínio, ao cabo de uma campanha marcada pela luta contra a corrupção, bem como pela redução das desigualdades. Segundo os analistas,a corrupção, as desigualdades e a alta taxa de desemprego afectam a África do Sul.

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As eleições gerais que decorrem neste dia 8 de Maio na África do Sul serviram de teste ao Congresso Nacional Africano ( ANC ) no poder cuja popularidade registou uma queda nos últimos anos, devido aos escândalos de corrupção, ao medíocre desenvolvimento económico e ao desemprego que atingiu níveis históricos e afecta maioritariamente a juventude .

O Congresso Nacional Africano é o favorito do escrutínio de quarta-feira, mas a percentagem de votos, determinará se o actual Presidente e líder do partido no poder, Cyril Ramaphosa, conseguiu reverter o crescente ressentimento dos eleitores, nomeadamente, devido aos fracos resultados económicos do governo e aos escândalos de corrupção que pontuaram nos últimos anos a governação do ANC.

As últimas sondagens de opinião apontam para 60% dos votos a favor do ANC, com excepção de uma, que prevê para o partido de Cyril Ramaphosa menos de 50 % dos sufrágios.

Quarenta e oito partidos estão em liça nas eleições gerais sul-africanas, mas no seio da oposição só os centristas da Aliança Democrática ( DA ) e a esquerda radical representada pelos Economic Freedom Figthers poderão contrariar algumas ambições do ANC.

Segundo o instituto de sondagens Intellidex Capital Research, a Aliança Democrática poderá conseguir uma margem ligeiramente superior aos 22% obtidos em 2014.

Quanto aos Economic Freedom Fighters ( EFF ) de Julius Malema, ex-líder da juventude do ANC, as previsões apontam para uma progressão de 6,3%, em 2014, à 11%

Vinte e cinco anos depois do fim do apartheid, as eleições gerais sul-africanas levam às urnas 26,8 milhões de cidadãos, marcados por dúvidas e interrogações sobre a capacidade do país a superar a corrupção, a relançar a economia e a reduzir as flagrantes desigualdades.

 

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