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Relações internacionais/Bélgica

União Europeia e Mercosul assinam maior acordo comercial

Em Janeiro de 2018 ,os agricultores europeus  já protestavam contra o acordo com o Mercosul.Manifestação em Bruxelas afirma que, o acordo UE-Mercosur é um presente às multinacionais.
Em Janeiro de 2018 ,os agricultores europeus já protestavam contra o acordo com o Mercosul.Manifestação em Bruxelas afirma que, o acordo UE-Mercosur é um presente às multinacionais. REUTERS/Francois Lenoir

Vinte anos depois,foram concluídas na sexta-feira, em Bruxelas, as negociações para um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, do qual são membros,a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. O  acordo é considerado histórico pelas duas partes signatárias. Para os quatro países do bloco sul-americano, a principal vantagem do acordo será a exportação anual de 99.000 toneladas de carne bovina, para a União Europeia. Os europeus, que qualificaram de maior acordo comercial da história , esperam, através do mesmo, economizar, por ano, mais de quatro mil milhões em taxas alfandegárias.

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Um dos grandes obstáculos a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia e os quatro países sul-americanos do Mercosul,foi durante muito tempo a posição do sector agropecuário europeu.

Logo após ao anúncio da conclusão do acordo, negociado durante vinte anos, o Copa-Cogeca principal sindicato agrícola da União Europeia criticou, o que mesmo qualifica de política comercial de dois pesos e duas medidas.

Segundo a citada organização que representa 23 milhões de membros, o acordo contribui para alargar o fosso entre as exigências feitas aos agricultores europeus e a tolerância manifestada para com os produtores do Mercosul, designadamente no que toca às normas sanitáriase ambientais,não idênticas às da Europa.

O secretário-geral da Copa-Cogeca,Pekka Pesonen, considerou o acordo, uma data triste para a agricultura europeia.

Em Bruxelas,a atmosfera, no seio dos dirigentes, é sobretudo de optimismo e entusiasmo, uma vez que, segundo os mesmos, a União Europeia vai poupar anualmente 4,5 mil milhões de euros, em tarifas alfandegárias.

O Presidente Emmanuel Macron, qualificou o acordo, entre a União Europeia e o Mercosul, de bom acordo, mas sublinhou que a França permanecerá vigilante no respeitante às normas ambientais.

Uma vez em vigor, o acordo, que abrange um mercado de 780 milhões de consumidores, deverá eliminar 99% das taxas alfandegárias nos sectores agrícola e industrial,facilitar as trocas em matéria de serviços e contratos públicos, reduzir os obstáculos técnicos,bem como implementar medidas sanitárias e fitossanitárias e de propriedade intelectual.

De acordo com os especilaistas,no âmbito do acordo, a grande concessão feita pela União Europeia, é a abertura do seu mercado aos produtos agrícolas dos quatros países do Mercosul ( Argentina,Brasil,Paraguai e Uruguai ), através de quotas, de 99 toneladas de carne bovina anuais, à uma taxa preferencial de 7,5%, assim como de 180.000 toneladas de açúcar e de 100.000 de produtos avícolas.

No que toca ao sector agrícola, o Comissário Europeu para a Agricultura Phil Hogan, reconheceu que o acordo levanta alguns desafios, mas que a Comissão de Bruxelas está pronta para disponibilizar mais de mil milhões de euros, de ajuda aos agricultores europeus, em caso de perturbações no mercado.

 

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