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BURKINA FASO

Burkina Faso volta a ser alvo de ataque mortífero no norte

Burkina Faso volta a ser palco de ataque mortífero.
Burkina Faso volta a ser palco de ataque mortífero. RFI

Uma embuscada contra uma coluna que transportava trabalhadores de uma empresa mineira canadiana no Burkina Faso, provocou, na quarta-feira, a morte de trinta e sete pessoas. O ataque é tido como um dos mais mortíferos, ocorrido no país da África ocidental, nos últimos cincos.À semelhança de outros Estados da região do Sael, o Burkina Faso tem sido confrontado com uma onda de ataques jiadistas.

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Económica e políticamente fragilizado, o Burkina Faso tem lutado para conter a crescente vaga de ataques jiadistas, que resultaram desde 2015 na morte de centenas de pessoas.

De acordo com Saidou Sanou, governador da região leste do Burkina Faso, na quarta-feira de manhã, indivíduos armados não-identificados embuscaram cinco autocarros que transportavam trabalhadores locais, empreiteiros, bem como fornecedores da companhia mineira Semafo. Segundo Sanou, morreram no decurso do ataque 37 civis e sessenta ficaram feridos.

A empresa canadiana Semafo Incorporation, comunicou que os cinco autocarros escoltados por militares foram embuscados, quando se encontravam aproximadamente à 40 kms de Bongou, a mina de ouro, situada na província de Tapoa.

Segundo uma fonte dos serviços de segurança burkinabeses, o veículo militar que fazia a escolta foi atingido por um artefacto explosivo, provocando o incêndio de dois dos cinco autocarros.

O governo do Burkina Faso sublinhou que os assaltantes armados levaram a cabo um complexo ataque e informou, que as forças de defesa e segurança efectuam uma operação de socorro,assim como prosseguem as buscas na região.

As autoridades burkinabesas exigiram este ano as empresas mineiras, operando no seu território, que garantissem a segurança dos seus trabalhadores.

O norte do Burkina Faso tem sido afectado, desde há quase cinco anos, pela violência jiadista proveniente do vizinho Mali, que provocou até data a morte de cerca de 700 pessoas.

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