Acesso ao principal conteúdo
Relações Internacionais/França

Na UNESCO em Paris António Guterres adverte contra fracturas mundiais e discursos de ódio

António Guterres, Secretário geral da ONU e o Presidente francês Emmanuel Macron antes do discurso de abertura do Forum Pela Paz, em Paris.11 de Novembro de  2019
António Guterres, Secretário geral da ONU e o Presidente francês Emmanuel Macron antes do discurso de abertura do Forum Pela Paz, em Paris.11 de Novembro de 2019 LUDOVIC MARIN / AFP

Angola e Cabo Verde constam dos 195 Estados Membros da UNESCO, reunida actualmente em Paris para a abertura da 40a Conferência geral da organização da ONU para a educação, ciência e cultura. Na sessāo de abertura, o Secretário geral da ONU, António Gueterres, enumerou os actuais desafios com que o mundo se depara. Guterres destacou nomeadamente o facto de que, o mundo está confrontado com o crescimento das desigualdades e das discriminações às minorias.

Publicidade

Teve início na terça-feira em Paris a quadragésima Conferência Geral da UNESCO, organização das Nações Unidas para a educação,ciência e cultura, na qual participam representantes de 193 Estados membros, entre eles Angola e Cabo Verde, países lusófonos de África.

Esta 40a Conferência Geral, que decorre na sede da UNESCO em Paris, serviu também de hóspede à segunda edição do Forum Pela Paz, criado em 2018 sob iniciativa do Presidente francês Emmanuel Macron, para debater a evolução do mundo em que vivemos.

Este ano o foro foi o palco de encontro entre chefes de Estados e jovens de diversas regiões do mundo, que abordaram a questão do multilateralismo, num mundo confrontado com o ressurgimento dos nacionalismos e com a tentação do unilateralismo.

No seu discurso de abertura da Conferência Geral da UNESCO, o Secretário geral da ONU, António Guterres, destacou precisamente a emergência de novos populismos e de discúrsios de ódio, que contribuem para a discriminação das minorias e o crescimento das desigualdades, no mundo.

«A primeira fractura é de ordem geopolítica e económica. Corremos o risco de ver o planeta dividido em duas metades e de as maiores economias planetárias darem origem a dois mundos separados e concorrentes. Assistimos à debilitação do contrato social face às desigualdades e à incapacidade dos dirigentes em encontrar soluções.. as populações perdem confiança nas suas instituições políticas.

As minorias são alvo de discriminação cada vez maior, os discursos de ódio se multiplicam e a solidariedade para com os refugiados diminui.

A relação entre o planeta e os seus habitantes está-se a quebrar, acabámos de viver um mês de Outubro mais quente de sempre, com recordes de temperaturas em todo o mundo este ano, nomeadamente, aqui em Paris.

O progresso espectácular da tecnologia, a oferta de possibilidades fantásticas de melhorar o bem estar da humanidade, contribuiu em contrapartida para uma agudização da fractura digital e a expansão da cibercriminalidade, expondo-nos aos novos perigos das armas letais autónomas."

(António Guterres)

Por intermédio da sua delegação, Angola participa até ao dia 27 de Novembro, em debates sobre ciência, educação e cultura, centradas, este ano, no papel do multilateralismo, com vista a reforçar a cooperação com a ONU e a França na área de Educação.

Segundo estudos efectuados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) ,Angola tem mais de dois milhões de crianças em idade escolar, que nāo beneficiam do direito à educação.

De acordo com o secretário de Estado angolano das Relações Exteriores,   Domingos Vieira Lopes, a falta de escolaridade das referidas crianças é um problema, para o qual o Estado angolano procura soluções.

Questionado por Lígia Anjos sobre o período de instabilidade politica que vive a Guiné-Bissau, com eleições previstas a 24 de Novembro, Domingos Vieira Lopes sublinhou que Angola espera, que a Guiné Bissau responda positivamente aos apelos lançados pela comunidade internacional.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.