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Política/Sri Lanka

Sri Lanka: incidentes durante escrutínio para eleição presidencial

Eleitores fazem fila para votar em Colombo, capital do Sri Lanka.16 de Novembro de 2019.
Eleitores fazem fila para votar em Colombo, capital do Sri Lanka.16 de Novembro de 2019. ©REUTERS/Dinuka Liyanawatte

No Sri Lanka, sábado foi dia de eleições presidenciais, num escrutinio marcado por incidentes que poderá permitir o regresso ao poder do poderoso clã Rajapaksa, que governou a ilha com mão de ferro durante uma década. Cerca de 16 milhoes de eleitores foram chamados a votar e os resultados devem ser conhecidos este domingo ou mesmo na segunda-feira. De acordo com sondagens à boca das urnas, a participaçõao eleitoral rondou os 81%.

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Dezasseis milhões de srilanqueses foram às urnas sábado para eleger o seu novo presidente , num escrutínio marcado por incidentes e pela tensão que tem caracterizado a vida do país asiático, desde o sangrento ataque terrorista islamista em Abril passado , no qual morreram 269 pessoas da comunidade cristã do Sri Lanka.

Tanto cristãos como muçulmanos são considerados cruciais para a vitória dos candidatos em liça.

Segundo observadores, o ataque armado contra um autocarro, que transportava muçulmanos , no noroeste da ilha , durante o qual ninguém ficou ferido, tinha como objectivo impedir eleitores da referida comunidade de votarem.

Fontes policiais afirmaram que ,na península de Jaffna, maioritáriamente habitada por tâmules, dez homes foram detidos, suspeitos de tentarem provocar confusão. Os indivíduos queixaram-se que os militares tinham bloqueado ilegalmente as estradas, para impedir que eleitores chegassem às mesas de voto.

A Comissão Eleitoral informou também, que apoiantes, de partidos rivais, enfrentaram-se numa região de plantações de chá, 90 kms à leste da capital, Colombo.

Os dois principais candidatos em liça são Sajith Premadasa, representante do partido no poder, e Gotabaya Rajapaksa de 70 anos e irmão de Mahinda Rajapaksa, derrotado há cinco anos na eleição presidencial, após ter estado dez no poder

De acordo com os analistas,o voto dos muçulmanos e dos tâmules é totalmente desfavorável aos Rajapaksa, poderoso clã do Sri Lanka, que governou a ilha asiátigo,ex-Ceilão, durante uma década.

Isso explica os incidentes ocorridos, que visavam diminuir a participação das citadas comunidades no escrutínio presidencial de sábado.

Os 21 milhões de habitantes do país insular, que foi assolado por uma guerra civil de quatro décadas na qual morreram 100.000 pessoas, estão, segundo observadores, habituados às tácticas violentas a que recorrem os poderosos do Sri Lanka.

Cerca de 85 mil polícias estiveram empenhados na segurança do escrutínio, no qual participaram um total de 35 candidatos.

Os resultados oficiais, da eleição presidencial do Sri Lanka, serão divulgados domingo ou o mais tardar na segunda-feira.

 

 

 

 

 

 

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