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Argélia

Início de campanha eleitoral com em pano de fundo a incerteza

Manifestantes argelinos, em Argel, reiteram a sua oposição à organização da eleição presidencial de Dezembro.16 de Novembro de 2019.
Manifestantes argelinos, em Argel, reiteram a sua oposição à organização da eleição presidencial de Dezembro.16 de Novembro de 2019. RYAD KRAMDI / AFP

Sete meses depois da demissão de Abdelaziz Bouteflika do cargo de presidente da República,a campanha para as eleições  presidenciais argelinas, do mês de Dezembro, teve início neste domingona normalidade. O desfecho do pleito eleitoral permanece incerto devido à total rejeição do escrutínio pelo movimento de contestação, que levou à destituição de Bouteflika pela hierarquia militar.

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Os cinco candidatos em liça para a eleição presidencial da Argélia, participaram ou apoiaram as duas décadas de presidência de Abdelaziz Bouteflika, por isso são vilipendiados por um importante sector da população argelina.

Entre os aspirantes à sucessão de Bouteflika, estão os antigos primeiros-ministros Ali Benflis e Abdelmajid Tebboune, bem como Azzedine Mihoubi, Abdelaziz Belaid e Abdelkader Bengrina.

Benflis e Tebboune, ambos septuagenários, são os dois favoritos à eleição .

A campanha eleitoral, iniciada neste domingo, terminará a 8 de Dezembro, isto é, três dias antes do escrutínio para a eleição presidencial e de acordo com o professor universitário Mohamed Hennad, poderia ser muito difícil, dado o clima de contestação que prevalece na Argélia.

O "Hirak", movimento de contestação, emergido em Fevereiro último, permanece activo e recusa a organização do escrutínio previsto para 11 de Dezembro.

Segundo ainda Mohamed Hennad, a grande incógnita é a reacção do actual executivo de transição, cooptado pelo general Ahmed Gaïd Salah, perante a rejeição categórica do "Hirak". Este movimento já se tinha pronunciado contra a eleição presidencial, inicialmente prevista para o mês de Julho.

O alto Comando das Forças Armadas da Argélia exortou, por intermédio de um comunicado, todos os argelinos a contribuírem activamente para a campanha e sublinhou que disposições foram tomadas para "permitir ao povo argelino participar massivamente na campanha eleitoral e no próximo escrutínio presidencial em liberdade e na transparência".

 

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