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Politique/LIBAN

Protestos e aspirações marcam festa da Independência do Líbano

Manifestante nas ruas de Beirute  por ocasião do setagésimo sexto aniversário da independência do Líbano.22 de Novembro de 2019
Manifestante nas ruas de Beirute por ocasião do setagésimo sexto aniversário da independência do Líbano.22 de Novembro de 2019 REUTERS/Andres Martinez Casares

O Líbano celebra o aniversário da sua independência, com em pano de fundo uma onda de protestos, cujo ponto de partida teve lugar na cidade deTripoli, no passado dia 17 de Outubro. A semelhança do que tem acontecido nas últimas semanas, libaneses de todos os quadradantes manifestaram em Beirute, substituindo o tradicional desfile militar. Segundo observadores, os mais jovens consideram que é tempo de enterrar a época da guerra civil e fundar um novo Líbano.

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Por ocasião do setagésimo sexto aniversário da independência Líbano, vários grupos de libaneses formados por trabalhadores, estudantes, artistas, operários agrícolas e engenheiros protestaram na Praça dos Mártires, no centro de Beirute, com bandeirolas e ao som de tambores, a favor da unidade nacional e da emergência de um "novo Líbano" .

Segundo Jilnar Mukhayer, jovem de 16 anos, citado pela AFP,o desfile civil tem como objectivo salientar que todos os cidadãos libaneses têm o direito de participar na festa da independência.

O Líbano obteve a sua independência no dia 2 de Novembro de 1943, depois de 23 anos sob mandato da França, na sequência de uma onda de manifestações que uniram os cristãos e os muçulmanos do país do Médio-Oriente.

Posteriormente o Líbano será destruído pela guerra civil que durou de 1975 a 1990 e sofrerá também com as ocupações de Israel e da Síria , respectivamente de 1978 a 2000 e de 1976 a 2005 .

O acordo que pôs fim a guerra civil estabeleceu a partilha do poder pelas várias confissões, mas o país permaneceu dividido em função de critérios sectários.

Este ano, o tradicional desfile militar foi cancelado e substituído por uma pequena cerimónia organizada no Ministério da Defesa.

O Presidente Michel Aoun, contestado pelos libaneses, por ter sido,segundo manifestantes, um dos senhores da guerra civil, apelou na quinta-feira ao diálogo nacional, para resolver a actual crise do país.

A maioria dos manifestantes presentes nas ruas de Beirute, espera que o dia 22 de Novembro de 2019, seja um ponto de viragem na história do Líbano.

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