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FRANÇA

França: Emmanuel Macron reitera decisão de aplicar reforma de sistema de pensões em mensagem de Ano Novo

O Presidente francês,Emmanuel Macron, durante a apresentação dos  votos  de Ano Novo aos seus concidadãos. 31 de Dezembro de 2019
O Presidente francês,Emmanuel Macron, durante a apresentação dos votos de Ano Novo aos seus concidadãos. 31 de Dezembro de 2019 www.elysee.fr/

Assinalou-se na quarta-feira o 28° dia de greve contra as reformas no sistema de pensões e a suspensão dos 42 regimes especiais, bem como o estabelecimento de uma idade de equilibrio aos 64 anos.Com os transportes públicos parisienses altamente perturbados, tal como a circulação de comboios, esta greve vai assim superar o recorde de 1986/1987 quando os caminhos de ferro paralisaram a França durante 28 dias.Governo e sindicatos avistam-se dia 7 e està convocada uma greve geral, para dia 9. Foi neste contexto que o presidente Emmanuel Macron proferiu no dia 31 de Dezembro a sua mensagem de Ano Novo, reiterando a sua determinação em implementar a reforma.

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Com em pano de fundo, uma das greves mais longas da história dos transportes franceses, Emmanuel Macron reiteirou na mensagem de Ano Novo a sua vontade de implementar a reforma do sistema de pensões, que tem provocado a contestatação sindical e leva os analistas a afirmar que o presidente francês dá a impressão de não ter compreendido a situação social do país.

Na sua apresentação dos votos de Ano Novo, o chefe de Estado francês afirmou estar decidido a aplicar um novo sistema de aposentação e, no âmbito do mesmo,a pôr um termo aos regimes especiais, do qual beneficiam nomeademente os ferroviários e os funcionários dos transportes públicos urbanos.

"A reforma do sistema de aposentação, que eu vos prometi e é levada a cabo pelo governo será implementada. Que não se enganem! Oiço por aí, sobre essa questão muito importante, que é o próprio coração da identidade francesa,muitos receios e angústias que emergem. Oiço também por aí muitas mentiras e manipulação.

O apaziguamento deve sempe sobrepôr-se ao confronto. Apaziguar não significa renunciar. Mas sim respeitar as nossas divergências. Por isso é que em vosso nome, e com os sindicatos e organizações patronais que o desejem, eu espero que o governo chefiado por Edouard Philippe chegue rapidamente a um acordo, no respeito dos princípios que acabei de lembrar".

 (Emmanuel Macron)

Na defesa do seu projeto de reforma o Presidente Macron evocou a responsabilidade colectiva para com as gerações vindouras afirmando que a necessidade de garantir o futuro do sistema de pensões francês.

Sem fazer claramente alusão ao aspecto penosa de algumas profissões, Emmanual Macron preconizou não obstante, que sejam tomadas em consideração as particularidades dos referidos ofícios.

Emmanuel Macron também não citou no seu discurso a idade-equilíbrio, a claúsula mais contestada do seu projecto de reforma das pensões.

 

O secretário-geral do sindicato CGT, Philippe Martinez, considerou que Emmanuel Macron não anunciou nada de novo e que por isso o movimento de greve será relançado a partir de segunda-feira, dia 6 de Janeiro.

Martinez lançou um apelo aos franceses para que se mobilizem contra a reforma proposta pelo executivo francês.

No seio da oposição o deputado do Partido Socialista Rachid Temal criticou o Presidente Macron, que ele considera ser prisioneiro da suas certezas e completamente desligado da vida real dos franceses.

Em contrapartida o ministro do Interior Christophe Castaner, saudou a intervenção do Presidente, ao afirmar que Emmanuel Macron deseja criar uma sociedade em comum.

 

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