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Dia mundial da liberdade de imprensa

O ano de 2009 foi muito difícil para os jornalistas em África

reuters

Neste dia 3 de maio – dia mundial da Liberdade de Imprensa - a ONG Repórteres sem Fronteiras, RSF, publicou a sua lista actualizada de 40 “predadores”: dirigentes políticos, religiosos ou ainda organizações terrorristas que têm como alvo preferencial os jornalistas. Foram mortos, no ano passado, 77 jornalistas.

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”Poderosos, perigosos, violentos, estão acima da lei”, sublinha a RSF que aponta a dedo os quarteis da drogra no Mexico, os grupos armados na Colombia, as organizações mafiosas na Itália ; o chefe da junta na Birmania, Than Shwe ou ainda Vladimir Putine, na Russia. Também se refere às mais altas autoridades no Irão ou ainda ao presidente Ben Ali na Tunisia.
No continente africano, a situação varia de país para país. Na África subsaariana, RSF destaca oito “predadores” que exercem a sua repressão na Eritreia, Gambia, Guiné-Equatorial, Nigeria, Ruanda, Somália, Swazilandia e Zimbabwe.
Salientemos que um destes “predadores” denunciados pela RSF - o Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema - aspira ver o seu país tornar-se membro pleno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde já tem o estatuto de observador.
Entre os 50 países africanos mais respeitadores da liberdade de imprensa figuram o Mali, Gana, Cabo Verde, Africa do Sul e Namíbia.

ANGOLA : ÚNICO PAÍS LUSÓFONO ONDE NÃO EXISTE LIBERDADE DE IMPRENSA

Lembramos que um outro relatório que avalia a situação da liberdade de imprensa em todo o mundo, publicado em Maio de 2007 pela organização não-governamental americana “Freedom House”, concluiu que Angola é o unico pais lusófono onde não existe liberdade de imprensa, colocando-a em 135º lugar de um “ranking” composto por 195 países.

O mesmo relatório considera que que o Brasil, Moçambique, Timor-Leste e Guiné-Bissau são países onde impera “liberdade parcial” de imprensa, enquanto que Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Principe são os unicos paises lusófonos com “liberdade total”.

Hoje, a RFI ouviu Luísa Rogério, presidente do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) que denuncia os processos feitos aos jornalistas.

Luísa Rogério, presidente do Sindicato de Jornalistas Angolanos.

 

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