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Ruanda / Eleição presidencial

Paul Kagame clama vitória

Presidente, Paul Kagamé / Líder da Frente Patriótica Ruandesa
Presidente, Paul Kagamé / Líder da Frente Patriótica Ruandesa REUTERS/Finbarr O'Reilly

 Os partidários e o próprio presidente Paul Kagame, no poder desde 1994, clamam vitória em uníssono, quando resultados ainda parciais apontam para mais de 90% de votos a seu favor.

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Sem oposição digna desse nome, o presidente Paul Kagame está certo de ganhar mais esta eleição por esmagadora maioria e obter um segundo e último mandato, para gerir os destinos deste pequeno país da África Central durante os próximos sete anos.

Os resultados provisórios apontam para 92,9% de votos a seu favor, um pouco menos do que em 2003 quando 95% dos ruandeses o elegeram. 

Os seus três rivais, que em 2003 o tinham aliás apoiado, somam resultados insignificantes.

Paul Kagame, 52 anos, tem o apoio da comunidade internacional, que vê nele um factor de estabilidade na conturbada região dos Grandes Lagos, e beneficia ainda da áurea de ter posto termo ao genocídio, que em 1994 causou a morte de cerca 800 mil ruandeses, na sua maioria da etnia Tutsi, mas também de Hutus moderados.

A ONG Human Rights Watch denuncia o estrangulamento da liberdade de expressão no Ruanda, bem como o aumento da violência e da repressão política neste país, que levou à exclusão dos verdadeiros opositores a Paul Kagame.

Tal é também o sentimento do investigador Elias Oliveira, do Centro Angolano de Altos Estudos Internacionais, que em entrevista a Leonardo Silva afirma que Paul Kagame dirige o Ruanda com braço de ferro e frisa ainda, que o país não conseguiu ainda afirmar-se a nivel regional.
 

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