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Moçambique

Governo de Moçambique oculta o número exacto de vítimas e detidos nas manifestações

Polícia moçambicana e manifestantes em Maputo, capital de Moçambique.
Polícia moçambicana e manifestantes em Maputo, capital de Moçambique. REUTERS

 Quem faz esta acusação é a Liga Moçambicana de Direitos Humanos, que está a prestar assistência jurídica a 57 arguidos, que estão a ser julgados na Província de Maputo.

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A violência com que a polícia reprimiu as manifestações do inicio de Setembro, nas cidades de Maputo e Matola, causou segundo fontes clínicas a morte de 18 pessoas, 14 segundo o governo, que com números vagos confirmou mais de 280 detenções e mais de 500 feridos.

No Conselho de Ministros alargado reunido ontem, o governo decidiu lançar um crédito agrícola no valor de 25 milhões de dólares, destinado a apoiar os agricultores, que não reúnem os requisitos necessàrios que os bancos exigem, para a concessão de créditos agrícolas.

 A edição on-line de hoje (quarta-feira) do jornal Canal de Moçambique, noticia que enquanto o preço do pão sobe devido à escassez de trigo, em Manica, no centro do país, cerca de 7 mil toneladas deste cereal, provenientes da campanha agrícola de 2008/2009, correm o risco de apodrecer, pois não foram escoadas devido à falta de mercado, ausência de infra-estruturas de transporte e não mobilização de recursos.

Segundo as estimativas, até ao final de Outubro, os cerca de 2 mil agricultores da Província de Manica, deverão produzir 8350 toneladas de trigo, mas as autoridades provinciais ignoram ainda quem fará a comercialização da respectiva colheita.

Entretanto, no distrito de Machaze, a sul desta mesma província, cerca de 8 mil famílias estão ameaçadas de fome, devido à seca que destruiu grande parte das culturas deste distrito, potencialmente produtor de cereais e de culturas oleaginosas.

 

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