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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau assinala hoje 37 anos de Independência

Luis Cabral, primeiro Presidente da Guiné-Bissau e vice-presidente do PAIGC, junho 1974
Luis Cabral, primeiro Presidente da Guiné-Bissau e vice-presidente do PAIGC, junho 1974 (Photo : AFP)

A 24 de Setembro de 1973, nas colinas de Madina do Boé, no leste da Guiné, João Bernardo "Nino" Vieira, "Kabi", proclamou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau e Luís Cabral foi eleito primeiro Presidente do país.

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Como Presidente da Assembleia Nacional Popular, criada em 1972 nas zonas libertadas, foi o antigo presidente Nino Vieira, (assassinado no dia 2 de Março de 2009, poucas horas após o assassinato do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Tgmé Na Waie), que leu a Declaração de Independência da Guiné-Bissau.
Luís Cabral foi então eleito Presidente do Conselho de Estado, atendendo a que o seu meio-irmão e fundador do PAIGC, Amílcar Cabral, fora assassinado em Conacry a 20 de Janeiro de 1973.

A independência foi reconhecida pelas Nações Unidas desde logo, mas Portugal só a reconheceu a 10 de Setembro de 1974, depois do 25 de Abril.

Por coincidência, ou talvez não, o grupo de contacto internacional sobre a Guiné-Bissau reúne-se hoje (24/09/2010) em Nova Iorque, à margem da Cimeira do Milénio.

Ontem o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou perante a Assembleia Geral da ONU, que o seu país está “particularmente preocupado” com a situação na Guiné-Bissau, e pediu um maior envolvimento da comunidade internacional para que o país possa superar os desafios que enfrenta, e apelou a "modalidades inteligentes de cooperação, que possam promover o desenvolvimento e a estabilidade da Guiné, e que encorajem reformas indispensáveis, especialmente nas Forças Armadas".

O presidente Malam Bacai Sanhà, em discurso à Nação proferido ontem, apelou a sociedade castrense a participar na reforma do sistema de defesa e segurança e voltou a afirmar, que nunca tinha imposto o envio de uma missão de estabilização para a Guiné-Bissau, mas apenas lançado o debate, na sequência das recomendações nesse sentido feitas pelas organizações internacionais.

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, afirmou também em Nova Iorque, que Portugal está disponível para ajudar a Guiné-Bissau, mas que o envio de militares para participarem numa eventual força de estabilização, não faz parte desse auxílio.

Aliu Candé, correspondente da RFI em Bissau / Presidente Malam Bacai Sanhá

 

 

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