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Angola

Relembradas vítimas do massacre da Baixa do Cassanje em Angola

Trabalhadores agrícolas armados da UPA, na Baixa do Cassanje, Angola
Trabalhadores agrícolas armados da UPA, na Baixa do Cassanje, Angola DR

Foi a 4 de janeiro, de 1961, que colonos portugueses, reprimiram cerca de 20 mil camponeses angolanos, naquilo que ficou a ser conhecido, como o massacre da Baixa do Cassanje, em Angola.

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Assinala-se neste dia 4 de janeiro de 2014, os 53 anos, daquilo que ficaria conhecido para a história, como sendo o massacre da Baixa do Cassanje, território entre as províncias de Malanje e Lunda norte, em Angola.

 

Nesse dia, trabalhadores agrícolas das plantações de algodão da empresa luso-belga Cotonang, na Baixa de Cassanje, revoltaram-se contra o trabalho escravo, "destruindo plantações, pontes e casas", segundo a Fundação Agostinho Neto.

 

Os colonos portugueses não tardaram em responder enviando a Força Aérea Portuguesa, que bombardeou com napalme a zona, provocando  milhares de mortos.

 

Cinquenta e três anos depois, esta data tem comemoração nacional e os povos da Baixa do Cassange, continuam com o espírito reivindicativo, pedindo um estatuto especial para a região, que é muito pobre.

 

Convém dizer, que o massacre da Baixa do Cassanje, inspirou a luta de libertação nacional, que começou a 4 de fevereiro de 1961, em Angola.

 

De Luanda, o nosso correspondente, Avelino Miguel. 

 

 

 

 

De notar enfim, que o massacre da Baixa do Cassange, tem sido também chamado revolta,  repressão ou ainda  "Guerra de Maria", por ter sido inspirada por António Mariano, da UPA, União dos Povos de Angola.

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