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GUINÉ-BISSAU

Guiné-Bissau : PAIGC pede eleições a 4 de Maio

Miguel Martins/RFI

O PAIGC quer o adiamento das eleições gerais para 4 de Maio. A Liga Guineense dos Direitos Humanos pede um inquérito a alegadas ameaças a dirigentes partidários.

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A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) quer uma investigação às ameaças de que terá sido alvo Faustino Imbali, presidente do Partido Manifesto do Povo e candidato à Presidência da República. O pedido de um inquérito surge na sequência de uma carta aberta de Faustino Imbali ao Presidente de transição, queixando-se de estar a ser alvo de ameaças de morte e espancamento, assim como outros dirigentes do partido.

O vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto Mário da Silva, explicou à RFI a pertinência de um inquérito.

Por outro lado, Augusto Mário da Silva considerou que o eventual adiamento das eleições gerais "não é bom para a Guiné-Bissau", ressalvando, porém, que “da forma como foi feito o recenseamento eleitoral não há condições objectivas para que as eleições tenham lugar a 16 de Março”.

O dia 13 de Abril é apontado por vários partidos e organizações da sociedade civil como a nova data das eleições, face aos atrasos no recenseamento que já tinham ditado um primeiro adiamento de 24 de Novembro para 16 de Março.

Agora, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) quer eleições gerais a 4 de Maio. A decisão do partido maioritário no parlamento guineense foi transmitida pelo novo presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, à saída de uma audiência com o Presidente de transição da Guiné-Bissau, Serifo Nhamadjo.

O chefe de Estado está a auscultar os diferentes partidos antes de decidir a nova data para as eleições. Ouvido pela agência Lusa, Domingos Simões Pereira sustenta que só com eleições a 4 de Maio é que se respeitarão os prazos previstos na lei eleitoral.

A lei eleitoral preconiza que o Presidente deve marcar, por decreto, a data das eleições com 90 dias de antecedência. Por outro lado, 30 dias antes da votação, os cadernos eleitorais devem ser afixados em locais públicos não podendo ser alterados.
 

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