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MOÇAMBIQUE

CNE de Moçambique admite repetição de eleições em casos litigiosos

Cristiana Soares/RFI

A Comissão nacional de eleições de Moçambique não descarta a repetição do escrutínio do passado dia 15 nos locais onde se teriam registado irregularidades. A CNE garante a divulgação nesta quinta-feira, às 15 horas, dos resultados oficiais das eleições gerais, já muito contestados pela oposição, nomeadamente a Renamo.

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Paulo Cuinica, porta-voz da CNE de Moçambique, começou por admitir que a cerimónia de proclamação dos resultados desta quinta-feira seria aberta a observadores e membros das candidaturas.

Esta cerimónia ocorre num clima particularmente tenso, no dia em que os observadores internacionais, nomeadamente, se mobilizam pelas várias províncias para supervisionar o acordo de cessação de hostilidades.

Todavia o contingente britânico ainda não está operacional. Ora seria este efectivo que deveria monitorar as operações na estratégica província central de Sofala, reduto da Renamo, local onde se registaram a maior parte dos confrontos até ao acordo de 5 de Setembro passado,

  A maior força da oposição, ameça impugnar os resultados contestando os dados avançados no centro e norte ou ainda na província meridional de Gaza para a qual reclama uma divisão a meias dos deputados eleitos à Assembleia da república com a Frelimo, partido no poder, ou a respectiva invalidação.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo, tem mais informação.

Mensagens por sms teriam acusado os embaixadores de Portugal, dos Estados Unidos e da Itália de estarem por detrás da recusa da Renamo, nomeadamente, em aceitar os resultados.

Este grupo de diplomatas deslocara-se à Gorongosa para convencer o líder da Renamo a voltar a Maputo e a disputar as eleições.

O embaixador português, José Duarte, classificou já estas informações de "calúnia".

 

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