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Moçambique

Mau tempo continua a matar em Moçambique

Foto de arquivo das cheias em Moçambique
Foto de arquivo das cheias em Moçambique Reuters

Em Moçambique o mau tempo continua a fustigar a população do norte e centre do país. A forte precipitação já provocou a morte a 84 pessoas, fez 55 feridos, destruiu casas e campos de cultivo e as previsões apontam para queda de chuva.

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Há mais de um mês que chuva não dá tréguas aos moçambicanos que se vêem mais uma vez assolados com este fenómeno natural. Mais de 144 mil pessoas afectadas, 15 mil casas destruídas, 84 óbitos e 55 feridos, é este o balanço feito pela ministra da Administração Estatal e da Função Pública, Carmelita Namashulua.

"Tivemos uma destruição total de casas, tivemos 84 óbitos e desse número grande parte foi na Zambézia. 2 concidadãos nosso perderam a vida em descargas eléctricas, afogamentos e também desabamento de casas"

Uma avaliação muito crítica segundo a ministra que apesar de reconhecer que o país está a atravessar o pico da época chuvosa, lembra que é fundamental reforçar as acções de sensibilização de forma a minimizar as vidas humanas e os prejuízos materiais.

"A previsão que existe é que vai continuar a chover, também acima do normal nos próximos dias e daí a necessidade de incrementarmos as acções de sensibilização para que os nossos concidadãos, para além da bacia do Púnguè e outras bacias... que estejam em mente de que os solos já estão saturados".

Carmelita Namashulua, minsitra da Administração Estatal e da Função Pública de Moçambqiue

Apesar dos alertas das autoridades a verdade é que todos os anos, durante a época chuvosa, o cenário de devastação repete-se no país. Para o professor de climatologia da Universidade Eduardo Mondlane, António Queface, a situação deve-se ao facto de muitas construções serem feitas em terrenos inapropriados, lembrando por isso que a política de ordenamento do território se devia cumprir.

" Há um fraco controle, neste caso, das pessoas ... nós precisamos de consciencializar para saberem cada vez mais os riscos que correm , em particular num clima em mudança e estes riscos poderão aumentar. Para mim uma acção muito preponderante é a educação, é a consciencialização das pessoas para que estejam a par dos riscos que correm e das implicações disto".

António Queface, professor de climatologia da Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique

 

O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, visita amanhã a Zambézia um dos locais mais afectados pelas intempéries.

Com a colaboração e Orfeu Lisboa e Marco Martins.

 

 

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