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ÁFRICA/UNIÃO EUROPEIA/ÉBOLA

África pede plano Marshall para combater o ébola

Conferência de Bruxelas sobre o ébola
Conferência de Bruxelas sobre o ébola Comissão europeia

A Guiné Conacri, a Serra Leoa e a Libéria, os três países mais afectados pelo vírus ébola na África ocidental, pediram hoje à comunidade internacional o lançamento de um "plano Marshall" visando obter a sua recuperação económica e a erradicação do vírus. Os 3 chefes de Estado em causa participaram hoje em Bruxelas numa conferência sobre o tema.

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A epidemia de ébola atingiu quase 30 mil pessoas em África, das quais 9 mil morreram.

Nos últimos meses a comunidade internacional conseguiu reduzir o número de contágios. Mas a dinãmica não pode parar.

A UE quer mobilizar e promove esta conferência com dezenas de delegações nacionais, as Nações unidas e ongs.

O objectivo é acertar a estratégia para erradicar o vírus e ajudar os países mais afectados a ultrapassar a crise e relançar as economias.

Os presidentes da Libéria, Guiné e Serra Leoa marcam presença até porque a cooperação regional é decisiva: Ellen Johnson Sirleaf, da Libéria, diz que é importante dar resposta às consequências económicas da epidemia.

"Precisamos de responder ao impacto económico da epidemia, estabilizar as nossas economias, voltar ao caminho do crescimento em que estávamos antes de o vírus nos atingir."

Já o presidente da Guiné (Conacri) Alpha Condé apela todos a manterem a vigilância em relação ao vírus. Diz que é necessário desenvolver a economia e o sector privado e pede mais meios à UE.

"Esperamos sair daqui com a garantia de que a UE vai avançar com os meios suplementares para nos ajudar a erradicar o ébola mas também para reforçar os nossos sistemas de saúde e relançar a nossa economia. Estes são os trê pontos fundamentais."

A Europa garante que vai continuar a apoiar os países africanos na luta contra o ébola.

A Alta Representante diplomática da UE Federica Mogherini diz que este é um desafio global que deve ter uma resposta a nível global.

Ouça a crónica de Vasco Gandra, correspondente em Bruxelas.

De 16 a 18 de Abril uma conferência deve ter lugar entre o Banco Mundial e o Fundo monetário internacional sobre o caso, seguindo-se em Junho um fórum das Nações Unidas.

Ambos os eventos versam sobre o combate ao vírus ébola que continua a afectar, em menor escala que há alguns meses atrás, porém, estes países da África ocidental.

Apesar da redução dos casos e da mortalidade o objectivo é alcançar a meta de "ébola 0".

 

 

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