Acesso ao principal conteúdo
MOÇAMBIQUE

Onda de xenofobia na África do Sul afecta moçambicanos

Manifestação contra a xenofobia, 16 de Abril de 2015
Manifestação contra a xenofobia, 16 de Abril de 2015 REUTERS/Akintunde Akinleye

"Os moçambicanos estão preparados para voltar para as suas casas para não arriscar as suas próprias vidas" disse à RFI um dos moçambicanos que se encontra em um centro de acolhimento para os desalojados na cidade de Durban, na África do Sul. Em causa, a recente vaga de violência contra os estrangeiros, na África do Sul, a qual está a provocar retaliações contra os sul-africanos que trabalham em Moçambique.

Publicidade

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Durban, na África do Sul, contra a xenofobia, após uma nova onda de violência xenófoba que causou a morte a, pelo menos, seis pessoas.

A nova vaga de violência começou depois de o rei zulu, Goodwill Zwelithini - a mais alta autoridade tradicional de Kwazulu Natal - ter desafiado os estrangeiros "a fazer as suas malas e ir embora" do país.

Cerca de 50 pessoas foram detidas durante os distúrbios e, segundo as autoridades de Moçambique na África do Sul, há centenas de moçambicanos que estão refugiados em centros de acolhimento temporário em Durban.

A nossa correspondente na África do Sul, Mariamo Hassamo, recolheu o testemunho de um dos moçambicanos presentes nesses centros que sublinhou que "os moçambicanos estão preparados para voltar para as suas casas para não arriscar as suas próprias vidas".

Hoje, o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, fez um apelo à calma e ao fim da violência xenófoba no seu país.
Zuma qualificou de “chocantes e inaceitáveis” os recentes ataques xenófobos.

Fernando Fazenda, embaixador moçambicano na África do Sul, está em Durban desde ontem e denunciou à RFI a violência contra os africanos. Em entrevista a Isabel Pinto Machado, o diplomata falou sobre o repatriamento, a partir desta quinta-feira, de centenas de moçambicanos que estão nos centros de acolhimento em Durban e arredores.

Para hoje estava previsto o repatriamento do primeiro grupo de mais de cem moçambicanos, em dois autocarros, com destino ao centro de trânsito criado pelo Governo de Maputo em Boane, no sul de Moçambique.

A situação na África do Sul está a ter consequências para os trabalhadores sul-africanos em Moçambique, como os que trabalham na brasileira Vale, em Tete, e na sul-africana Sasol, em Inhambane.

Orfeu Lisboa, o nosso correspondente em Maputo, faz o relato da situação.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Faça o download da aplicação

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.