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Violência xenófoba na África do Sul

Polícia sul-africana patrulha nas ruas de Durban
Polícia sul-africana patrulha nas ruas de Durban Reuters/Rogan Ward

 A violência xenófoba que assola de novo a África do Sul foi hoje analisada no parlamento, que deve encontrar tomar medidas para a travar, afirma Gilberto Martins, dirigente do ANC.

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Entre Abril e Maio de 2008,  72 cidadãos estrangeiros, na sua maioria de origem africana foram mortos em bairros suburbanos na periferia de Joanesburgo, vítimas de violência xenófoba, destes 23 eram moçambicanos, um deles foi queimado vivo e na altura mais de 40 mil regressaram a Moçambique.

Face a esta nova onda de violência, que assola Durban e arredores desde a semana passada, milhares de migrantes africanos vão ser repatriados pelas autoridades dos seus países como Somália, Malawi e Moçambique, que hoje mesmo começou a repatriar o primeiro grupo de centenas de moçambicanos, que se encontram em centros de acolhimento.

Segundo as autoridades a África do Sul acolhe cerca de 5 milhões de imigrantes, muitos deles ilegais e que são apontados por muitos como responsáveis pela elevadas taxas de criminalidade e dificuldades sociais.

Ainda segundo as autoridades sul-africanas, citadas hoje pelo diário moçambicano @Verdade, vivem ilegalmente no país 800 mil zimbabweanos, 400 mil moçambicanos e 300 mil congoleses.

A Agência de Informações de Moçambique (AIM) indica que cerca de 22 mil moçambicanos residem na região de Durban, dos quais apenas 6.600 estão registados no consulado. 

Gilberto Martins, conselheiro do ministro sul-africano dos transportes e dirigente do ANC - Congresso Nacional Africano - no poder na África do Sul desde o fim do apartheid, admite que a crise económica e social que o país atravessa está na base desta nova vaga de violência intercomunitária.

"É triste, porque a África do Sul foi sempre um país que acolheu e continua a acolher muitos imigrantes...o governo tem que tomar medidas contra esta onda de violência, porque isto não pode continuar" ... e reconhece que "são situações difíceis de controlar, porque ocorrem em zonas fora das cidades e é a nível comunitário, por isso é muito dificil a polícia intervir".

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