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Angola

Angola: UNITA e Mãos Livres impedidas de investigar alegada chacina no Huambo

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A delegação parlamentar da UNITA foi hoje impedida de visitar o local onde terá ocorrido a "chacina", que segundo o partido massacrou mais de 700 pessoas, desde a morte de 9 polícias dia 16 de Abril, na serra de Sumí, município da Caála, província do Huambo.

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Liberty Chyaca, secretário provincial da UNITA no Huambo, confirma que a delegação parlamentar da UNITA que desde quarta-feira está no Huambo para averiguar as alegadas mais de 700 mortes e a existência de valas comuns, foi impedida esta sexta-feira (24/04) de aceder ao local onde teria ocorrido o massacre.

A delegação chefiada por Raúl Danda, presidente do grupo parlamentar da UNITA, avistou-se ontem com o governador do Huambo Kundi Paihama que "deu garantias de que podíamos deslocar-nos para o local" , o governador partiu entretanto para Luanda e hoje "o administrador municipal diz não ter autorização do governo provincial para os deixar penetrar além do KM25...à serra propriamente dita (no KM26) o acesso não é possível, o local está sitiado e cercado...as valas comuns foram denunciadas por sobreviventes...quando as autoridades não deixam (entrar no local) alguma coisa estarão a esconder".

Salvador Freire, advogado da Associação Mãos Livres, que vai defender o líder religioso Julino Kalupeteka, confirma igualmente que esta Associação de defesa de Direitos Humanos está a sofrer "constrangimentos para realizar a sua investigação paralela e independente, dado que estão a ser impedidos de contactar e mesmo localizar Kalupeteka", detido desde sábado passado "e que segundo informações ainda não confirmadas estaria gravemente ferido".

 

 

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