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Moçambique

Marcha em Maputo denunciando xenofobia contra moçambicanos na África do sul

Moçambicanos saem à rua para denunciar violência na África do Sul
Moçambicanos saem à rua para denunciar violência na África do Sul Orfeu Lisboa

Centenas de pessoas marcharam, este sábado, 25 de abril,  nas ruas de Maputo, para denunciar a xenofobia de que estão a ser vítimas, moçambicanos, sobretudo, operários e mineiros, na África do sul. 

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Com esta marcha, na capital moçambicana, Maputo, os moçambicanos, quiseram demonstrar o seu repúdio e descontentamento, por aquilo que seus compatriotas, vivem, na África do sul, onde são vítimas da xenofobia, há vários anos. 

 

Aliás, durante toda a semana, chegaram a Moçambique, várias levas de moçambicanos, repatriados da África do sul, depois desta última vaga de xenofobia, que provocou 7 mortos, entre os quais, 3 moçambicanos, e milhares de deslocados. Só, quinta-feira o acampamento de refugiados de Boane, na província de Maputo, recebeu mais de 460 refugiados moçambicanos, idos da África do sul.

 

É, pois, toda esta onda de revolta contra este movimento xenófobo, anti-moçambicanos, que tomou conta dos citadinos de Maputo, que quiseram, com esta marcha, apelar a mais solidariedade, entre moçambicanos e sul-africanos, e sobretudo, alertar as autoridades moçambicanas, para defenderem melhor os compatriotas imigrantes, na África do sul. 

 

António Muchanga, porta-voz da Renamo, na oposição, que participou na marcha de Maputo, disse, que o que "se pretende é dar voz a aqueles que não podem estar aqui a dizer alguma coisa em voz alta para que aqueles que estão a governar os dois países, ganham consciência, de que estão a  governar povos e que esses povos precisam de ser respeitados."

 

Muchanga, criticou, ainda, a ausência do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, na marcha, o que quer dizer, que "as vidas das pessoas que morreram, não valem nada, para ele". O mínimo que ele [o Presidente da República] deveria fazer, era se juntar às forças vivas da sociedade e apelar para que haja mudança de atitude e de comportamento."

 

O porta-voz da Renamo, considerou igualmente, a pouca importância que o Presidente deu à delegação enviada à África, pois, "o tipo de delegação que enviou à África do sul, foi chefiada, por um desconhecido vice-Ministro; esta situação, merecia, uma delegação, do nível de Negócios Estrangeiros, Primeiro-ministro, ou o próprio Presidente da República, sublinhou António Muchanga".     

 

Entretanto, no campo da saúde pública, as autoridades moçambicanas, continuam preocupadas, com o surto da malária, em Moçambique, que só em 2014, matou, mais de 3.000 (três mil pessoas).

Para Maria Benigna Matsinhe, Directora Nacional Adjunta de Saúde Pública, "a doença da malária, constitui ainda,uma das principais causas de mortalidade e também de incidência ou de internamento nas unidades sanitárias; se olharmos para o ano de 2014, tivemos cerca de 5 milhões e meio, casos, com 3.245 mortos"

 

A reportagem, do nosso correspondente, em Maputo, Orfeu Lisboa.

 

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