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Burkina Faso

Michel Kafando mostra reservas sobre acordo da CEDEAO

O presidente de transição no Burkina Faso, Michel Kafando
O presidente de transição no Burkina Faso, Michel Kafando AFP FOTO/PIUS UTOMI EKPEI

Michel Kafando, presidente de transição deposto na quinta-feira pelos golpistas, mostrou reservas sobre o projecto de acordo político da CEDEAO, um acordo ao qual "não foi associado". Michel Kafando que continua em prisão domiciliária.

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Em entrevista à RFI o presidente de transição deposto na quinta-feira pelos golpistas, mostrou reservas sobre o projecto de acordo político da CEDEAO, um acordo ao qual "não foi associado". Michel Kafando que continua em prisão domiciliária.

O acordo da CEDEAO, apresentando ontem à noite, defende a restituição do poder às autoridades de transição e a realização de eleições, legislativas e presidenciais, o mais tardar até 22 de Novembro. O texto propõe ainda que seja votado até ao dia 30 a lei de amnistia para os golpistas e ainda que os candidatos pró-Compaoré possam participar no escrutínio.

Uma medida contestada, desde logo, pela oposição e pela sociedade civil. O porta-voz do movimento popular Balai Citoyen, Guy-Hervé Kam disse que o projecto da CEDEAO é "uma vergonha e que tinha vergonha de ser africano".

O futuro da guarda presidencial

A dissolução da guarda presidencial, que perpetrou o golpe de Estado da passada quarta-feira, " fica para apreciação do presidente que sairá das próximas eleições". Uma decisão criticada pela sociedade civil que reclama a dissolução deste grupo composto por cerca de 1300 homens.

Entretanto, esta segunda-feira, as Forças Armadas dirigiam-se para a capital, Ouagadougou. O exército pretende desarmar a Guarda Presidencial "sem derramamento de sangue". O documento assinado por vários chefes militares, citado pela Reuters, apela aos membros da Guarda Presidencial que entreguem as suas armas em troca de garantias de segurança.

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