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África

República Centro-Africana : "uma situação volátil"

Bangui, capital da República Centro-Africana
Bangui, capital da República Centro-Africana AFP/EDOUARD DROPSY

Desde sábado a capital da República Centro-Africana esteve paralisada, com a rede de transportes públicos e o comércio parados. Desde ontem a cidade retoma, pouco a pouco, a normalidade depois de, no sábado passado, ter sido palco de confrontos que tiraram a vida a pelo menos 37 pessoas e fizeram cerca de 27.400 refugiados.

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A voluntária portuguesa das Nações Unidas em Bangui, Elisabete Vilar, esteve refugiada vários dias no recinto das Nações Unidas, em Bangui. Em entrevista à RFI, Elisabete Vilar, explica que a maior preocupação desde sábado é socorrer a população e os deslocados internos: "a ajuda humanitária que só foi possível desde ontem e hoje".

"Estou fechada no recinto da missão das Nações Unidas em Bangui. Não tenho saído desde segunda-feira. Todas as informações de que disponho são através de internet, através de colegas e amigos que estão em outros pontos da cidade", descreve Elisabet Vilar.

A voluntária confrmou que a "circulação de veículos e de pessoas está a fazer-se de forma normal desde a manhã de hoje, em várias vias da capital. Sei que vários estabelecimentos comerciais já voltaram à abrir as suas portas - a não ser, claro, os que foram roubados ou destruídos."

"Neste momento só ficámos um número reduzido no recinto das Nações Unidas porque apesar da situação estar muito mais calma é muito volátil portanto os confrontos podem regressar", explicou voluntária portuguesa das Nações Unidas em Bangui.

Há vários meses que não se registavam conflitos tão pronunciados como os ocorridos no fim-de-semana passado de tal forma que "o recolher obrigatório já tinha sido mudado para uma hora muito mais tardia, o que mostrava que já havia uma certa confiança nos movimentos da população".

A população que é a grande vítima deste conflito; "de sábado até agora já tiveram de fugir de suas casas cerca de 30 mil pessoas, calculamos nós. Achamos que cerca de 10 mil foram juntar-se a um campo de pessoas deslocadas internamente que existe junto do aeroporto de Bangui onde já se encontravam 11 mil pessoas. Desde sábado até agora já se juntaram mais 10 mil às quais só se conseguiu começar a dar assistência humanitária a partir de ontem e hoje".

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