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Camarões

Camarões: RFI sem notícias do correspondente Ahmed Abba

Ahmed Abba, Correspondente da RFI nos Camarões.
Ahmed Abba, Correspondente da RFI nos Camarões.

Três meses após ter sido detido, o correspondente da RFI continua detido em paradeiro incerto, sem direito a receber visitas da família ou até do advogado. «Não temos acesso ao dossier, nem ao Senhor Ahmed Abba. Não sabemos quais são as razões da sua detenção», afirmou o advogado Charles Tchoungang.

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No passado dia 30 de Julho de 2015, Ahmed Abba, o correspondente da RFI em língua hausa em Maroua, no Norte dos Camarões, foi detido pela polícia. Desde então, foi transferido para Yaoundé, onde foi interrogado sobre um inquérito da polícia sobre as actividades da seita islamita Boko Haram no Norte dos Camarões.

A RFI enviou um advogado, Charles Tchoungang, para o ajudar. «Desde a sua transferência para Yaoundé, encontrei-me com várias personalidades do Governo», afirmou o Doutor Tchoungang. «Não consegui obter nenhum motivo quanto à sua detenção», concluiu.

Nos Camarões, o tempo de detenção sob custódia é de 28 dias, mas em certos casos as autoridades podem ultrapassar esse tempo de detenção. Três meses após a detenção, Ahmed Abba continua invisível.

No dia 16 de Outubro, Charles Tchoungang escreveu uma carta ao Presidente camaronês Paul Biya e uma para o ministro de Estado, ministro da Justiça Laurent Esso. Duas cartas que até hoje não receberam nenhuma resposta.

A RFI lembra que cada pessoa tem o direito de presunção de inocência, sobretudo quando se vê que as diferentes intervenções de Ahmed Abba na antena da RFI mostra uma imparcialidade no seu trabalho.

Três meses após a sua detenção, a RFI exprime a sua preocupação quanto ao futuro do correspondente. Ahmed Abba tem de sair dessa situação extra-jurídica, para que o advogado da RFI possa encontrá-lo e saber mais sobre as acusações contra o correspondente.

Ouça aqui o seu advogado comentar o impasse e o sentido das cartas que ele dirigiu às autoridades para denunciar a situação.

 

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