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Saúde e Medecina /Sierra Leone

Ebola: fim oficial da epidemia na Sierra Leone

Foday Gallah  motorista de ambulância,  célebre pelo seu combate à epidemia  de  Ebola  na Sierra  Leone.
Foday Gallah motorista de ambulância, célebre pelo seu combate à epidemia de Ebola na Sierra Leone. RFI/Sébastien Németh

Um dos países mais afectados na África ocidental, a Sierra Leone foi oficialmente declarada neste sábado, livre da epidemia de Ebola responsável pela morte de milhares de pessoas. A notícia anunciada pela Organização Mundial de Saúde(OMS) foi motivo de celebração nas ruas de Freetown, logo a seguir à meia-noite.

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A epidemia de Ebola que assolou vários países da África ocidental em fins de 2013 , teve dramáticas consequências sanitárias e económicas, em particular para a Sierra Leone.

 Tida como uma das graves epidemias desde que o virus foi identificado na África central em 1976, a mesma provocou mais de 11.300 mortos, dos quais cerca de 4000 na Sierra Leone, num total de 29.000 casos recenseados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de casos de Ebola na Sierra Leone poderia ter sido superior.

 O fim oficial da epidemia do Ebola na Sierra Leone foi anunciado por Anders Nordstrom da OMS, na presença do presidente sierra-leonês Ernest Bai Koroma. Um país é declarado isento da propagação da febre hemorrágica decorrente da patologia do Ebola , quando entre dois períodos de 21 dias __ duração máxima da incubação do virus da doença__ não se registam novos casos, a seguir à um segundo teste negativo num paciente curado.

Não obstante , os especialistas realçam que os riscos de contracção do Ebola podem persisitir para além dos 42 dias, devido à presença do virus nalguns líquidos corporais , nomeadamente o sémen (esperma), onde ele pode sobreviver durante nove meses.

 Os outros países vizinhos da Sierra Leone, igualmente afectados pela epidemia de Ebola foram a Guiné-Conakry, onde se detectaram os primeiros casos, e a Libéria.

 A Libéria foi declarada oficialmente livre da transmissão do virus da doença no dia 3 de Setembro de 2015. Novos casos foram identificados na Guiné-Conakry, designadamente na comuna de Forécariah, próximo da fronteira com a Sierra Leone. No seu último relatório, a OMS informou que 382 pessoas permaneciam sob vigilância sanitária na Guiné-Conakry, das quais 141 são tidas como pacientes de alto risco.

                  

 

 

  

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