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Camarões

Ataque suicida nos Camarões

Soldados nigerianos durante uma operação contra Boko Haram em Novembro de 2015.
Soldados nigerianos durante uma operação contra Boko Haram em Novembro de 2015. REUTERS/Stringer

Pelo menos seis civis morreram e outros 30 a 50 ficaram feridos esta manhã num duplo atentado suicida em Nguetchewe, aldeia do extremo norte dos Camarões, região que faz fronteira com a Nigéria, uma zona que é regularmente palco de incursões e ataques dos islamistas de Boko Haram. Desde o início deste ano, a região já foi alvo de 5 ataques do mesmo género.  

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Os autores deste duplo ataque, duas jovens, infiltraram-se de madrugada num velório que estava a decorrer na aldeia de Nguetchewe e fizeram-se explodir por volta das 6h20, no momento em que os aldeões que tinham passado a noite no local fúnebre iam tomar a sua refeição, refere uma fonte securitária.

De acordo com um responsável da polícia local, contabilizam-se entre as vítimas um rapaz de 6 anos e um jovem de 15 anos e morreu igualmente pelo menos um membro do comité de vigilância que tinha sido recentemente criado precisamente para prevenir ataques desta natureza. Ainda no passado dia 18 de Janeiro, quatro fiéis tinham morrido num ataque contra mesquita dessa mesma localidade.

Desde 2013, altura em que os islamistas de Boko Haram, muito activos na vizinha Nigéria, começaram a estender os seus ataques aos Camarões, perto de 1200 pessoas morreram em atentados jihadistas no extremo norte do país, segundo referem as autoridades camaronesas.

Gustavo Plácido dos Santos, especialista do grupo Boko Haram ligado ao IPRIS, Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança, considera que a multiplicação deste género de ataques nos Camarões traduz a fragilidade da resposta da coligação dos países da região no combate ao terrorismo.

Gustavo Plácido dos Santos, especialista do Boko Haram ligado ao IPRIS

 

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