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Imprensa Semanal

Jiadismo como tudo começou

Áudio 04:15
Capas de magazines news franceses de 26 de março de 2016
Capas de magazines news franceses de 26 de março de 2016 RFI

As capas dos magazines franceses semanais estão dominadas pelo jiadismo, Islão e o sexo, a caça ao terrorista Abdeslam ou o sangrento ataque da Costa do Marfim, mas também o anúncio do presidente de Angola da vida política. LE POINT, chama para capa, como tudo começou, para descrever a longa história do jiadismo internacional. Na origem, Hassan al-Banna, o fundador da Irmandade muçulmana, criada em 1928, no Egipto. Quem são os teóricos do terrorismo islamita?Da Irmandade ou Irmãos muçulmanos até ao Daesh, LE POINT faz uma longa reportagem sobre a nebulosa difusa que faz a guerra ao mundo e cujo último feito foi o terror de Bruxelas com os terroristas atacando a capital belga, um símbolo, o coração da Europa.LE POINT, elenca os teóricos todos deste terrorismo, desde  Hassan al-Banna, que escreveu que "Deus é o nosso objectivo, o Profeta nosso chefe, o Alcorão nossa Constituição, o Jihad nosso caminho, o mártir nossa maior esperança", passando ainda pelo paquistanês, Ala Maududi, Sayyid Qutb, Bin Laden, Al-Zarqaoui até Al-Bagdhadi, o chefe do estado islâmico.Também L'EXPRESS, faz a sua capa com o tema mas a vertente, o Islão e o sexo, para descrever, num longo dossier, o conflito intenso entre a religião, a tradição patriarcal e as aspirações dos indivíduos poderem viver livremente a sua sexualidade. Negar que a sexualidade, (e através dela) a condição das mulheres, constitui a linha de fractura mais manifesta entre o Islão e o Ocidente, não passa de pura cegueira ideológica.Nadia El Bouga, sexóloga com consultório em Garges-lès-Gonesse, arredores de Paris, afirma ao L'EXPRESS, que os "homens muçulmanos lhe parecem menos frustrados que desorientados face ao desejo feminino".Por toda a parte se vêem rapazes e raparigas que tudo fazem para contornar o grande tabú das sociedades puritanas e conservadoras muçulmanas. Nas ruas, os rapazes e raparigas mal se tocam as mãos. Mas na intimidade as mãos tornam-se mais audaciosas e a felação, a sodomia e a ejaculação na borda do sexo feminino, constituem derivativos à penetração vaginal, nota L'EXPRESS."São dois códigos morais contraditórios", afirma em entrevista ao L'EXPRESS, o antropólogo Malek Chebel, para sublinhar, que se a teologia muçulmana evoca a sexualidade, nunca explora o desejo e o Alcorão não é um livro de amor, mas um livro de prescripções.Do seu lado, L'OBS, descreve os longos 126 dias da caça internacional ao terrorista Abdeslam, um dos cérebros dos atentados de Paris, preso no dia 18, em Bruxelas, pela polícia belga. Enfim, sobre a África, o semanário JEUNE AFRIQUE, faz a sua capa com a Costa do Marfim, depois do choque, para se referir, ao sangrento ataque de Grand-Bassam, do passado, domingo, 20 de março, tendo o país, entrado em resistência. É a mesma JEUNE AFRIQUE, que titula, José Eduardo dos Santos, o enigma "Zedu", para sublinhar que o presidente angolano anunciou que se retiraria da política em 2018, mas o estranho é que a data nao coincide com o fim do seu mandato e pergunta: é uma nova artimanha ou ele está mesmo cansado do poder?

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