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França / RCA

França concluiu operação Sangaris na RCA

Forças Sangaris em patrulha em Bangui, 14 de Fevereiro de 2016.
Forças Sangaris em patrulha em Bangui, 14 de Fevereiro de 2016. ISSOUF SANOGO/AFP

A França concluiu oficialmente hoje a operação Sangaris, iniciada em Dezembro de 2013 na República Centro-Africana. O ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, declarou que “não é por a operação Sangaris terminar que a França abandona a República Centro-Africana”. A RFI falou com o porta-voz da MINUSCA.

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A França terminou hoje oficialmente a operação Sangaris, numa cerimónia que decorreu no campo militar de M'Poko, em Bangui, na República Centro-Africana. O ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, disse que “não é por a operação Sangaris terminar que a França abandona a República Centro-Africana”.

"A França não vai abandonar a República Centro-Africana, vamos ficar muito vigilantes sobre a evolução da situação e vamos conservar uma capacidade de intervenção com uma força de reacção rápida graças a uma implantação local e graças às unidades da operação Barkhane e às outras forças estacionadas em África”, declarou o ministro.

 

França sai, violência fica

A operação Sangaris começou em Dezembro de 2013, tendo como objectivo acabar com um ciclo de violência entre comunidades e tendo mobilizado mais de 2.000 homens no auge da crise.

A França vai deixar em Bangui 350 homens com drones de observação. A missão da ONU, MINUSCA, tem também 12.500 capacetes azuis no terreno, apoiados pela União Europeia. Entre eles, há cerca de 160 efectivos do regimento de Comandos do Exército português.

O país ainda regista vários episódios de violência. Na sexta-feira, 25 pessoas foram mortas em confrontos entre grupos armados em Bambari, no nordeste de Bangui, a capital.

A operação Sangaris foi criada para acabar com a violência após o presidente François Bozizé ter sido derrubado por uma rebelião essencialmente muçulmana, a Seleka. O movimento provocou o aparecimento de milícias maioritariamente cristãs, os anti-balaka.

O porta-voz da Minusca, Vladimir Monteiro, admitiu que "há alguma preocupação por parte da população", mas que a presença dos capacetes azuis conseguiu pôr fim à violência terrível de há dois anos.

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