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Gâmbia

Impasse político ameaça perdurar na Gâmbia

O presidente cessante Yahya Jammeh recusa deixar o poder.
O presidente cessante Yahya Jammeh recusa deixar o poder. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/Files

O presidente cessante da Gâmbia, Yahya Jammeh, nomeou o ministro dos Negócios Presidenciais, Musa Jallow, como mediador para a crise política. O mandato de Jammeh termina a 19 de Janeiro, mas ele recusa deixar o poder enquanto a justiça não se pronunciar sobre o seu pedido de anulação das eleições.

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A sete dias do final do seu mandato, Yahya Jammeh está cada vez mais isolado. O presidente da Gâmbia, que recusa reconhecer a derrota nas urnas, afastou, esta semana, os ministros da Juventude e da Informação e nomeou o ministro dos Negócios Presidenciais, Musa Jallow, como mediador para a crise política.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) nomeou como mediadores o presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, e o antigo presidente do Gana, John Dramani Mahama. Esta sexta-feira, estes responsáveis vão reunir-se na Gâmbia para pressionar o chefe de Estado cessante a deixar o poder.

Esta semana, um dos dirigentes da CEDEAO ameaçou que se não houver uma transferência de poder, pode ser usada a força. Por sua vez, Yahya Jammeh tinha excluído, a 31 de Dezembro, qualquer tipo de negociação com a CEDEAO que acusa de parcialidade.

O presidente cessante contestou os resultados eleitorais diante da justiça e avisou que só sai do poder quando a sua queixa for ouvida pelos tribunais. O problema é que o Tribunal Supremo manifestou-se na impossibilidade de o fazer devido à falta de juízes e mostrou-se a favor de uma solução negociada com o presidente eleito Adama Barrow. Os juízes necessários para julgar o caso, maioritariamente vindos de fora do país, só deverão chegar em Maio ou Novembro.

No ar, fica a ameaça de um longo impasse politico e de tensão social.

O mandato de Yahya Jammeh, há 22 anos no poder, termina a 19 de Janeiro. Jammeh perdeu as eleições de 1 de Dezembro para Adama Barrow, reconheceu a derrota, mas dias depois voltou atrás e apresentou um pedido de anulação do escrutínio junto do Supremo Tribunal, alegando irregularidades na contagem dos votos.

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