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Mali

"Sahel da Defesa": "Muito bonito" mas inaplicável

Gao, no Mali, a 18 de Janeiro de 2017, na sequência do atentado que fez cerca de 80 mortos.
Gao, no Mali, a 18 de Janeiro de 2017, na sequência do atentado que fez cerca de 80 mortos. STRINGER / AFP

Bamako acolhe hoje uma cimeira extraordinária de países do Sahel para falar sobre o combate ao terrorismo. O especialista em assuntos do Norte de África, Raúl Braga Pires, considera que "o Sahel da Defesa em teoria é muito bonito" mas que não vai funcionar.

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A cimeira realiza-se dias depois do atentado de 18 de Janeiro em Gao, no norte do Mali, no qual morreram quase 80 pessoas e que foi reivindicado pelo grupo Al-Mourabitoune do jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar, ligado à Al-Qaeda do Magrebe Islâmico.

O encontro desta segunda-feira reúne cinco chefes de Estado do Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Chade, o chamado "G5 Sahel".

O especialista em assuntos do Norte de África e Médio Oriente, Raúl Braga Pires, disse à RFI que “o Sahel da Defesa é algo que em teoria é muito bonito, mas na prática tem que haver uma grande vontade política para que isso de facto aconteça e tem que haver cedências de todas as partes”.

O problema aqui é que ninguém quer ceder e todos têm que ceder, mas como ninguém quer ceder porque todos têm que ceder – ou não compreendem que todos têm que ceder – assinam-se os papéis e, depois, na prática aquilo não tem grande aplicabilidade”, considerou.

Raúl Braga Pires explicou que “o problema tem continuado desde o 11 de Setembro [de 2001] que foi para aí que estes grupos jihadistas se deslocaram e encontraram o seu santuário”, adiantando que “não se fez nada porque, de uma certa maneira, até é conveniente que haja um território de confluência destes movimentos para que ao menos estejam controlados”.

O especialista em assuntos do Norte de África descreveu, ainda, à RFI como é que o Mali se tornou num reduto de jihadistas. Oiça aqui.

 

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