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GUINÉ-EQUATORIAL

HRW denuncia má gestão na Guiné Equatorial

Teodorin Nguema Obiang Mongue em Malabo em 2013
Teodorin Nguema Obiang Mongue em Malabo em 2013 AFP

A Human Rights Watch denunciou hoje num relatório a má gestão por parte da Guiné Equatorial dos seus recursos petrolíferos. A ong apela a que o país, membro da CPLP, invista mais na saúde e na educação.

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Com os recursos petrolíferos a escassearem esta organização não governamental apela a que se façam investimentos que permitam melhorar a saúde e a educação dos habitantes deste país de língua espanhola em África.

O relatório de 85 páginas revela que o governo, sob a batuta desde 1979 de Teodoro Obiang Nguema (o mais antigo governante do mundo), investiu apenas 2 a 3% do seu orçamento na saúde e educação em 2008 e 2011.

Estes são os anos para os quais foram publicadas cifras, 80% do orçamento teria sido atribuído a grandes infra-estruturas por vezes contestáveis.

Os recursos petrolíferos catapultaram desde a década de 90 este Estado da África central de um dos países mais pobres do mundo para os primeiros lugares no continente em termos de rendimento per capita.

Porém os recursos petrolíferos estariam em decréscimo já desde 2012 e poderiam ficar esgotados até 2035, salvo em caso de descoberta de novas jazidas, segundo o Fundo monetário internacional.

Esta ong apela, por conseguinte, a que os parceiros externos da Guiné Equatorial insistam também na necessidade de melhor gerir os recursos do país.

A situação dos direitos humanos tem também sido amplamente contestada a propósito da adesão do país à Comunidade dos países de língua portuguesa em Julho de 2013 tendo Malabo adoptado, nomeadamente, uma moratória sobre a aplicação da pena de morte.

Também os próximos do dirigente equato-guineense, caso do seu filho Teodorin, têm sido alvo de suspeitas de branqueamento de dinheiro em vários países do mundo, como em França.

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