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Religião

500 anos da Reforma protestante

Retrato do teólogo alemão Martinho Luther.
Retrato do teólogo alemão Martinho Luther. wikipedia.org

A Alemanha celebra hoje os 500 anos da Reforma protestante, dia que foi declarado excepcionalmente feriado, para recordar a publicação a 31 de Outubro de 1517 pelo teólogo alemão Martinho Lutero das suas "95 teses", textos curtos em que criticava duramente o que considerava serem derivas da Igreja Crista da época, nomeadamente o comércio de indulgências, a venda de graças em troca do perdão dos pecados, para financiar a construção da Basílica São Pedro de Roma.

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Os escritos de Martinho Lutero desencadearam intensos debates no seio da Igreja que levaram à sua excomunhão em 1521 e em seguida à convocação em 1545 do Concílio de Trento, no seio da Igreja, um debate que vai durar até 1563, devido às incessantes guerras dentro da Europa naquela época. Se este concílio tem por efeito uma redefinição doutrinária e um impulso na luta contra os excessos no seio da Igreja, não terá contudo o efeito de reunificar totalmente os cristãos. Esse período ficou, com efeito, marcado por uma intolerância em relação aos protestantes que vai transformar-se até em perseguição e conflito aberto. Um dos episódios mais conhecidos foi o chamado "massacre de São Bartolomeu" em 1572 em França, que levou ao êxodo de milhares de protestantes.

Esta reforma marcou igualmente o surgimento, nos anos posteriores, de outras igrejas: para além dos protestantes, surgiram as igrejas calvinistas ou presbiterianas, assim como a Igreja anglicana. Na linha dos protestantes, surgiram ainda outras ramificações, as comunidades metodistas, baptistas, evangélicas ou ainda pentecostais, para citar apenas algumas, esta doutrina tendo chegado a África, com o envio de missionários a partir do século XIX.

Estima-se actualmente a mais de 800 milhões o número de protestantes pelo mundo fora e nos últimos tempos, sob o impulso do Papa católico Francisco, tem-se operado uma tentativa de aproximação entre católicos e protestantes. Ao evocar esta aproximação entre as igrejas cristãs assim como a presença protestante em África, o Reverendo angolano Elias Isaac lamenta que as numerosas ramificações no seio da família protestante tenham desembocado naquilo que vê como manifestações de divisão e intolerância.

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